A principal razão é a luz emitida pela tela, ainda que os olhos estejam fechados. As pálpebras não bloqueiam totalmente a luminosidade.
Essa luz é percebida pela retina e enviada ao cérebro por vias ligadas ao relógio biológico. O organismo entende que ainda não é hora de descansar profundamente.
Com isso, ocorre uma redução na liberação de melatonina, hormônio essencial para o sono reparador.O corpo entra em descanso, mas não atinge os estágios mais profundos com facilidade.
O resultado costuma ser um sono mais leve e fragmentado. Pequenos despertares ao longo da noite podem acontecer sem que a pessoa perceba.
Imagens em movimento agravam esse efeito, mesmo sem áudio. Mudanças de brilho, cores e cenas mantêm o cérebro em estado de alerta.
A longo prazo, o hábito pode provocar cansaço matinal persistente. Também pode afetar concentração, memória e humor ao longo do dia.
Algumas pessoas relatam dor de cabeça ou sensação de não ter descansado. Isso ocorre porque o cérebro não “desliga” completamente durante a noite.
O impacto varia de pessoa para pessoa. Quem já tem sono leve ou insônia tende a sentir os efeitos com mais intensidade.
Reduzir o brilho da tela diminui, mas não elimina, a interferência. A luz fraca ainda é suficiente para estimular áreas cerebrais sensíveis.
Usar temporizador para desligar a TV após pegar no sono ajuda bastante. Assim, a exposição luminosa não se mantém durante toda a noite.
Outra alternativa é substituir a TV por um abajur de luz quente e indireta. Esse tipo de iluminação interfere menos no ritmo biológico.
Se acordar bem disposta e sem sonolência diurna, o impacto pode ser pequeno. Mas sinais de cansaço frequente merecem atenção.
Dormir no escuro continua sendo a melhor opção para o cérebro. É nesse ambiente que o corpo realmente entra em modo de recuperação.