O soluço acontece porque há uma irritação nos nervos que controlam o diafragma. Os principais envolvidos são o nervo frênico e o nervo vago.
Na maioria das vezes, o soluço é passageiro e dura poucos minutos. Ele costuma desaparecer sozinho, sem necessidade de tratamento.
Quando persiste por horas, pode causar desconforto e atrapalhar atividades simples. Falar, comer e até dormir ficam mais difíceis.
Entre as formas mais conhecidas de acabar com o soluço está prender a respiração por alguns segundos. Isso ajuda a regular o ritmo do diafragma.
Beber água lentamente ou em pequenos goles também pode interromper o reflexo. A ação estimula o nervo vago e ajuda a reorganizar a respiração.
Outra estratégia comum é respirar dentro de um saco de papel por curto período. O aumento do dióxido de carbono pode cessar as contrações.
Algumas pessoas recorrem a sustos ou estímulos inesperados, acreditando que, ao serem surpreendidas, as pessoas acabam interrompendo o soluço.
Embora populares, esses métodos funcionam mais pelo efeito de distração no sistema nervoso.
Há ainda quem use técnicas como puxar a língua ou massagear o pescoço. Essas práticas ativam nervos ligados ao reflexo do soluço.
Quando o soluço dura mais de 48 horas, é considerado persistente. Nesses casos, pode estar associado a problemas neurológicos ou digestivos.
Soluços prolongados exigem avaliação médica, especialmente se vierem acompanhados de dor ou outros sintomas. Medicamentos podem ser indicados em situações específicas.
Em geral, o soluço é inofensivo e faz parte das reações naturais do corpo.
Controlar a alimentação e o ritmo ao comer ajuda a evitá-lo. Geralmente, as pessoas comem rápido demais. É necessário ter moderação na hora da refeição.