Ela faleceu no dia 11 de janeiro, aos 48 anos, vítima de um câncer no pâncreas.
Nascida em Currais Novos, no interior do Rio Grande do Norte, e criada em Acari, na região do Seridó, Titina construiu uma carreira sólida no teatro, na televisão e no cinema.
Formada em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), ela sempre manteve forte ligação com a cultura potiguar.
Antes da televisão, Titina iniciou sua trajetória nos palcos, ainda na década de 1990. Ela atuou em peças famosas e vencedoras de prêmios, como 'Sua Incelença' e 'Ricardo III'.
Também integrou importantes grupos teatrais do Rio Grande do Norte, como o Casa de Zoé e o Candeia, neste último também atuando como diretora.
Em 2003, ela ganhou projeção nacional ao participar do quadro do Fantástico 'Brasil Total', na TV Globo.
Em 2012, Titina brilhou ao interpretar a divertida “personal colega” da personagem Chayene, vivida por Cláudia Abreu, na novela 'Cheias de Charme'. Foi seu primeiro trabalho em uma novela.
Ao longo da carreira na TV Globo, participou de outras produções como 'Geração Brasil', em 2014, 'A Lei do Amor', em 2016, e 'Onde Nascem os Fortes', em 2018.
Em 2022, a atriz interpretou Nivalda Menezes na novela 'Mar do Sertão'.
Em 2023, viveu a Drª Solange na série 'Cangaço Novo' e fez uma participação especial na novela 'Amor Perfeito'.
O ator Welder Rodrigues, que faz Sebastião Bodó, prefeito e marido de Nivalda, homenageou a atriz nas redes sociais. 'Você sempre foi luz', escreveu ele.
Titina era casada há quase 20 anos com o ator César Ferrario, com quem contracenou em 'Cheias de Charme'.
Em despedida, o marido destacou o legado artístico e humano da atriz, ressaltando sua entrega, sensibilidade e amor pela arte.
'Deixa um legado imenso. Seu talento atravessou o teatro, a televisão e o cinema, marcou personagens, emocionou plateias [...] Cada trabalho, cada personagem, cada encontro, foi uma extensão da sua alma'', exaltou ele.
O velório começou na noite de 11 de janeiro no Teatro Alberto Maranhão, em Natal. Na segunda (12 de janeiro), a cerimônia continuou na Casa de Cultura de Acari e depois o sepultamento acontece no cemitério local.