Em um vídeo publicado em seus perfis, ela relembrou a relação profissional com o autor e comentou a importância dele em sua trajetória artística. Torloni interpretou uma das icônicas “Helenas” de Maneco, como o autor era carinhosamente tratado.
Na gravação, Torloni compartilhou recordações dos bastidores da novela “Mulheres Apaixonadas”, exibida em 2003 e um dos maiores sucessos escritos por Manoel Carlos.
“Maneco foi esse grande gênio da dramaturgia brasileira. Um homem que me presenteou de muitas maneiras. Primeiro com a presença dele, amigo dos meus pais, como ele foi”, declarou Torloni.
“E depois, já na carreira, me oferecendo o papel de filha da Lilian Lemertz, que foi a primeira Helena no rol das grandes Helenas que viriam. Depois, no futuro, me oferecendo um papel definitivo na minha vida, que foi a Helena de ‘Mulheres Apaixonadas’. O Maneco mudou o meu destino”, completou a atriz.
Christiane Torloni nasceu em 18 de fevereiro de 1957, em São Paulo, e construiu uma consistente trajetória na televisão, teatro e cinema brasileiros.
Filha dos atores Monah Delacy e Geraldo Matheus, fundadores do Teatro de Arena, ela cresceu em um ambiente artístico que influenciou diretamente sua escolha profissional.
Ainda jovem, iniciou os estudos em artes cênicas e estreou nos palcos antes de conquistar espaço na televisão, onde rapidamente se destacou pela intensidade de suas interpretações.
Em 1981, Christiane Torloni integrou o elenco de â??Baila Comigoâ?, trabalho que marcou sua primeira colaboração com o autor Manoel Carlos.
No ano seguinte, participou da novela “Elas por Elas”, produção que representou seu encontro profissional com Reginaldo Faria e também abriu caminho para uma presença mais consistente no cinema.
Ao longo da década de 1980, Christiane atuou em mais de dez longas-metragens, entre eles “O Bom Burguês”, “Rio Babilônia”, “Besame Mucho” e 'Beijo no Asfalto', adaptação da obra de Nelson Rodrigues, consolidando sua atuação nas telas.
Nesses trabalhos, ela demonstrou versatilidade ao transitar entre comédia, drama e romance, construindo personagens femininas fortes e carismáticas.
Na década de 1980, ela ainda atuaria em novelas famosas, como 'A Gata Comeu' e 'Selva de Pedro'. Já nos anos 1990, a atriz aprofundou ainda mais sua relação com o drama, assumindo papéis de maior densidade emocional.
Um dos marcos desse período foi a novela “A Viagem”, em que interpretou Diná, personagem que se tornou icônica. A atuação consolidou Christiane Torloni como uma intérprete capaz de conduzir histórias intensas e de grande apelo popular.
Em 2003, voltou a alcançar enorme sucesso ao viver Helena em “Mulheres Apaixonadas”, novela escrita por Manoel Carlos.
O papel reforçou sua imagem como uma das principais atrizes de sua geração e ampliou sua identificação com personagens femininas centrais, maduras e emocionalmente complexas. Em 2011, ela atuou em 'Fina Estampa'.
Paralelamente à televisão, Christiane Torloni manteve uma carreira ativa no teatro. Atuou em montagens de grande repercussão e também assumiu funções como produtora e diretora, demonstrando interesse em diferentes aspectos do fazer teatral.
Christiane Torloni foi casada quatro vezes. Da união com o diretor Dennis Carvalho nasceram os filhos gêmeos Leonardo e Guilherme. Em 1992, quando tinha 12 anos, Guilherme morreu em um acidente.