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Após sete anos, cineasta Brian De Palma prepara um novo filme


Depois de um intervalo de sete anos de seu último trabalho, o lendário diretor Brian De Palma prepara um novo longa-metragem.

Por Flipar
jon rubin/Wikimédia Commons

O cineasta norte-americano está à frente de “Sweet Vengeance” (“Doce Vingança”, em tradução livre), um thriller que tem filmagens previstas para acontecer em Portugal ainda em 2026. A informação foi revelada pelo site “The Film Stage”.

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A produção ficará a cargo da RT Features, empresa do brasileiro Rodrigo Teixeira. O projeto começou a ganhar forma em 2018. Na época, De Palma deixou claro que a narrativa seria baseada em dois casos reais de assassinato, explorando a estética e a estrutura do gênero true crime.

Col. Hans Landa /Wikimédia Commons

Em um primeiro momento, o ator Wagner Moura chegou a ser anunciado como protagonista do longa, mas o brasileiro acabou deixando o projeto. Até agora, nenhum outro nome foi confirmado no elenco. A expectativa é que “Sweet Vengeance” chegue ao circuito comercial em 2027.

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Brian De Palma nasceu em 11 de setembro de 1940, em Newark, no estado de Nova Jersey, e construiu uma trajetória marcante no cinema norte-americano a partir da virada dos anos 1960 para os 1970.

Reprodução do Youtube Canal A24

Sua estreia no cinema aconteceu no circuito independente, com comédias satíricas e filmes de baixo orçamento que já demonstravam inquietação estética e influência direta do cinema europeu, especialmente da obra do britânico Alfred Hitchcock.

Reprodução do Youtube Canal A24

Aos poucos, De Palma passou a ganhar espaço na indústria cinematográfica, consolidando-se como um dos nomes associados à chamada Nova Hollywood, movimento que renovou o cinema americano nos anos 1970 ao abrir espaço para diretores autorais dentro do sistema dos grandes estúdios.

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O reconhecimento mais amplo veio com o sucesso de “Carrie, a Estranha” (1976), adaptação do romance de Stephen King que se tornou um marco do terror psicológico e revelou a habilidade do diretor em construir tensão por meio da chamada mise-en-scène, do uso expressivo da câmera e da montagem.

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A partir daí, De Palma alternou projetos autorais com produções de maior orçamento, transitando entre gêneros como suspense, crime, terror e ação, sempre imprimindo um estilo visual facilmente identificável.

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Ao longo das décadas seguintes, assinou filmes que se tornaram referências, como “Vestida para Matar”, “Dublê de Corpo”, “Scarface”, “Os Intocáveis” e “Um Tiro na Noite”.

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Nessas obras, consolidou recursos narrativos e visuais que se tornariam sua assinatura, como o uso de longos planos-sequência, telas divididas, movimentos de câmera elaborados e sequências quase silenciosas, nas quais a imagem assume papel central na construção do suspense.

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“Scarface” (1983) ocupa um lugar central na trajetória de Brian De Palma. Releitura do longa dos anos 1930, de Howard Hawks, a obra acompanha a ascensão e queda do imigrante cubano Tony Montana, vivido por Al Pacino, em um retrato excessivo e brutal do sonho americano corrompido pelo poder e pela ambição.

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Já “Os Intocáveis” (1987) consolidou Brian De Palma como um diretor capaz de aliar rigor autoral a uma narrativa clássica de grande apelo popular. Ambientado na Chicago da Lei Seca, o filme dramatiza o confronto entre o agente Eliot Ness, interpretado por Kevin Costner, e o mafioso Al Capone, vivido por Robert De Niro.

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Apesar do prestígio artístico, a carreira de De Palma também foi marcada por recepções críticas controversas e por conflitos com o sistema hollywoodiano. Alguns de seus trabalhos foram inicialmente rejeitados ou mal recebidos, apenas para serem reavaliados e cultuados anos depois.

Reprodução do Youtube Canal The Dick Cavett Show

Nos anos 2000, o diretor continuou ativo, dirigindo filmes de gêneros variados, como o primeiro “Missão: Impossível”, com Tom Cruise, que demonstrou sua capacidade de trabalhar dentro do cinema de ação contemporâneo, e projetos mais pessoais, como “Dália Negra” e “Guerra sem Cortes”.

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O trabalho mais recente de Brian De Palma no cinema foi “Domino” (2019), um thriller policial que marcou seu retorno após um período de quase uma década sem lançar um longa-metragem.

Reprodução do Youtube Canal scholastic e streetwise

Filmado em diferentes países europeus, o projeto enfrentou dificuldades de produção e interferências externas que afetaram o resultado final, algo que o próprio diretor reconheceu publicamente.

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Brian De Palma foi casado três vezes, incluindo um relacionamento com a atriz Nancy Allen, protagonista de alguns de seus filmes mais conhecidos. Ele tem duas filhas, Piper De Palma e Lolita De Palma.

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