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Brilho que não some: glitter do Carnaval ainda aparece nas praias meses depois da folia


Um estudo da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) mostrou que microplásticos de glitter usados no Carnaval foram encontrados na Praia do Flamengo (RJ) até oito meses após a festa, com níveis maiores do que antes da folia.

Por Flipar
Alicia Nijdam wikimedia commons

Os pesquisadores coletaram areia em quatro momentos — antes, durante, logo após e oito meses depois do Carnaval — e verificaram que os fragmentos desse material permaneceram elevados mesmo no longo prazo.

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O glitter é um conjunto de partículas muito pequenas e reflexivas, normalmente menores que 1 mm, usadas para criar efeitos de brilho em diversas superfícies

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Embora a versão moderna seja produto industrial, elementos semelhantes ao glitter existem desde tempos pré-históricos: povos antigos usavam mica, minerais e pós brilhantes para enfeitar artefatos e pinturas corporais

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O glitter moderno, feito de plástico e metais finos, surgiu no século XX com máquinas capazes de cortar folhas refletores em partículas minúsculas

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Comercialmente, quase 95 % do glitter tradicional são feitos de plástico — geralmente PET — com uma camada metálica para refletir luz e produzir o efeito cintilante.

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Por ser tão pequeno e leve, o glitter se espalha facilmente pelo vento, pela água e pelo contato físico, o que facilita sua dispersão em ambientes urbanos e naturais.

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No Carnaval, ele é amplamente usado em maquiagem, fantasias, adereços e decorações, contribuindo visualmente para o espetáculo das festas e desfiles.

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É preciso ter muito cuidado para o glitter não cair nos olhos, pois muitas pessoas utilizam os fragmentos junto com a maquiagem.

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Mas o glitter não é usado só no Carnaval: ele aparece em festas de fim de ano, desfiles, moda, artes e objetos decorativos ao longo de todo o ano. Inclusive em bolas de Natal.

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Do ponto de vista ambiental, o glitter é um microplástico pronto: por isso, quando acaba no solo ou na água, pode persistir por décadas, acumulando-se no ambiente.

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Estudos mostram que esses microplásticos podem ser ingeridos por organismos marinhos, entrar na cadeia alimentar e até carregar substâncias tóxicas, causando problemas de saúde em animais e potencialmente em humanos.

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Em alguns lugares como a União Europeia, há restrições à venda de glitter plástico solto e produtos com microplásticos adicionados intencionalmente, como parte de políticas ambientais visando a reduzir a poluição.

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Diante dos riscos ambientais, alternativas menos nocivas — como glitter biodegradável feito de celulose ou compostos naturais — estão ganhando atenção, ainda que desafios de custo e escala persistam.

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Muitas pessoas confundem glitter e purpurina porque, no uso cotidiano, os termos são empregados como sinônimos para qualquer material brilhante usado em festas, maquiagem ou decoração.

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Em linhas gerais, glitter é o termo técnico para partículas muito pequenas e refletivas, hoje feitas em sua maioria de plástico com camada metálica, o que facilita sua dispersão no ambiente.

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Purpurina, por sua vez, é um nome tradicional associado a usos artesanais, com grãos maiores e visíveis. Atualmente, porém, muitos produtos vendidos como purpurina também são, na prática, glitter plástico.

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