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Moradores de destino paradisíaco do Caribe são proibidos de frequentar praias; entenda


Enquanto a Jamaica celebra recordes de visitação, a população local enfrenta uma realidade amarga: o acesso às suas próprias praias está comprometido.

Por Flipar
Reprodução do Youtube Canal Rodrigo Ruas

Só em 2024, o país localizado na América Central atingiu a marca de 4,3 milhões de turistas.

ITookSomePhotos/Wikimedia Commons

Atualmente, apesar de ter mais de mil km de costa, apenas 0,6% do litoral jamaicano é público e gratuito para os moradores.

Reprodução do Youtube Canal Rodrigo Ruas

À BBC, a jornalista Lebawit Lily Girma contou que o cenário da baía de Mammee mudou drasticamente ao longo dos anos.

Deo/Wikimédia Commons

A área foi vendida para empreendimentos privados, transformada em residências e resorts de luxo, e cercada por muros que impediram a população local de chegar à praia

Reprodução do Youtube

Essa exclusão não é obra do acaso, mas sim fruto de uma herança colonial.

Reprodução do Flickr Alika Seu

A Lei de Controle das Praias de 1956 estabelece que o Estado é dono do litoral e que o cidadão não tem direito automático de acesso ou nado sem licença.

Reprodução do Flickr Lisa Bongiorno

Essa legislação antiga serve hoje como base jurídica para que o governo venda terrenos estratégicos a grandes resorts e empreiteiras estrangeiras.

Reprodução do youtube

Para líderes comunitários e ativistas do Movimento Ambiental pelo Direito por Nascimento às Praias da Jamaica (JaBBEM), essa política rompe laços culturais.

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Além de ameaçar modos de vida tradicionais, como a pesca, a prática coloca em risco a sobrevivência das comunidades costeiras.

Reprodução do Flickr Peter Q

Desde 2021, o JaBBEM tem liderado ações judiciais para garantir o acesso público a praias, rios e lagoas em diferentes regiões do país.

Reprodução do Flickr Wayne Sutherland

A previsão é que mais 10 mil novos quartos de hotel sejam construídos até 2030 nas praias jamaicanas.

Reprodução do Instagram @puertosecobeachja

Na praia Bob Marley, por exemplo, as comunidades rastafári travam uma batalha na Justiça contra um resort de luxo avaliado em US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,1 bilhão).

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Mesmo após desastres naturais recentes, como o furacão Melissa, o governo segue incentivando o retorno do turismo.

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Enquanto isso, moradores e ativistas pedem que visitantes façam escolhas conscientes, priorizando negócios locais e espaços que não excluam a população jamaicana.

Reprodução do Instagram @halfmoonjamaica

Apesar do avanço da privatização, ainda existem alternativas de turismo mais integrado à cultura local.

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Praias públicas, hotéis de proprietários jamaicanos, restaurantes comunitários, música ao vivo e iniciativas sustentáveis permitem ao visitante conhecer o país além dos muros dos resorts.

Dr. Thomas Liptak/Wikimédia Commons

Para os defensores do acesso livre, a solução é simples: garantir aos jamaicanos o mesmo direito de desfrutar do mar que há décadas sustenta sua identidade cultural.

Reprodução do Flickr ddrace