A gangorra é um dos brinquedos mais antigos e universais, presente em parques e quintais pelo mundo.
Suas origens remontam a simples troncos e traves usados como alavancas para o sobe e desce.
Povos ancestrais já exploravam o princípio da alavanca, criando tábuas equilibradas sobre suportes.
Esses primeiros modelos rústicos combinavam diversão com o desenvolvimento de equilíbrio e coordenação.
Na Europa medieval, crianças brincavam com tábuas apoiadas em troncos, precursora da gangorra moderna.
Com o tempo, ela se espalhou pelas aldeias como parte das diversões comunitárias.
A Revolução Industrial favoreceu a construção de gangorras mais duráveis, com metal e madeira tratada.
Parques públicos do século XIX passaram a inserir o brinquedo nas áreas de lazer urbanas.
As gangorras normalmente são feitas de madeira, metal ou plástico resistente, materiais capazes de suportar peso e uso contínuo.
Em parques públicos, é comum a combinação de estrutura metálica com assentos de plástico ou madeira tratada, visando durabilidade e segurança.
No litoral paranaense, especialmente em Paranaguá, a gangorra recebe o apelido de catita entre moradores.
Esses nomes populares refletem a diversidade cultural e linguística do país.
Em Portugal e em outras partes da lusofonia, o brinquedo é frequentemente chamado de balancé. Lá também se usa “sobe-e-desce” para descrever a ação de subir e descer alternadamente.
Na Espanha e na América Hispânica, o nome tradicional é sube y baja, que descreve precisamente o movimento. Esse termo é amplamente utilizado em parques infantis e praças.
Nos Estados Unidos e no Canadá, o brinquedo é conhecido como teeter-totter em muitas regiões. A expressão imita o som e o balancear instável da tábua no fulcro.
Em outras partes dos Estados Unidos, especialmente no sul, o termo see-saw é comum entre crianças e adultos. Esse nome vem do inglês tradicional e está presente em livros e canções infantis.
No inglês britânico, see-saw é a forma mais usada para descrever esse balanço de duas pessoas. A palavra foi registrada desde o século XVII, associada a movimentos alternativos.
Na França, o brinquedo recebe o nome de bascule, ligado ao verbo “basculer”, que significa inclinar-se.
Esse termo também é usado em contextos mecânicos, ligando linguagem e função.
Na Itália, o brinquedo é conhecido como altalena a bilico ou simplesmente bilico, enfatizando o aspecto de equilíbrio.
Cada nome europeu carrega nuances linguísticas que descrevem o ato de oscilar.
Independentemente do nome — gangorra, zanga-burrinho, catita, balancé, teeter-totter ou see-saw — esse brinquedo celebra a alegria infantil.
Ele simboliza equilíbrio, cooperação e a diversão simples que une crianças de diferentes culturas.