Dados do Ministério da Pesca e Aquicultura, do Governo Federal mostram que Santa Catarina lidera um importante aspecto da economia do país. O estado tem duas cidades (Palhoça e Penha) nas primeiras colocações, entre as maiores produtoras de moluscos bivalves do Brasil.
Por FliparO primeiro lugar ficou com o município de Palhoça, que produziu 1.884,90 toneladas de mexilhões. Penha, por sua vez, alcançou a marca de 1.021 toneladas, ficando na segunda colocação.
Dados divulgados em 2024 e 2025 pela imprensa mostram que Penha registrou 1.021 toneladas de mexilhões e 30 toneladas de algas marinhas cultivadas, conforme estatísticas do Ministério da Pesca e Aquicultura.
Santa Catarina possui monitoramento regular da qualidade das águas e dos moluscos que são cultivados. O objetivo é garantir que o mercado consumidor tenha um produto de qualidade de origem comprovada.
Segundo o Ministério da Pesca e Aquicultura e a Epagri/Cedap, Santa Catarina responde por cerca de 95% da produção nacional de moluscos bivalves (principalmente ostras, mexilhões e vieiras). Outros estados com participação menor incluem São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Bahia e Espírito Santo.
No Estado, existe o Programa Estadual de Controle Higiênico-Sanitário de Moluscos Bivalves. Sendo um dos procedimentos de gestão e controle sanitário da cadeia produtiva, dando garantia e segurança para os produtores e consumidores.
O Departamento Estadual de Defesa Sanitária Animal realiza atividades que visam a proteger e manter a condição sanitária dos moluscos.
Esse Departamento também foca no monitoramento, que fortalece o setor e visa proteger a população que consome os produtos por eles gerados.
Desse modo, quinzenalmente a Cidasc coleta amostras de água e moluscos. Elas são examinadas em laboratórios para saber se estes moluscos possuem toxinas ou microorganismos causadores de doenças.
As toxinas são produzidas por algas ou microorganismos que geralmente estão presentes na água. Os resultados são utilizados nos programas de Análises de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) das indústrias beneficiadoras de moluscos.
A Cidasc realiza a fiscalização da inspeção em estabelecimentos que recebem e abatem animais de diferentes espécies e que industrializam produtos de origem animal. Também são fiscalizadas as indústrias que recebem leite, pescados, carnes, produtos das abelhas, ovos para beneficiamento ou industrialização.
A concha dos bivalves é em primeira análise semelhante à dos braquiópodes, uma vez que é constituída por duas valvas. A principal diferença reside no fato de, nos braquiópodes, as duas valvas serem desiguais (inequivalves), mas simétricas em relação a um plano médio imaginário.
Os bivalves são moluscos exclusivamente aquáticos que apresentam concha formada por duas partes articuladas. Essas partes se mantêm fechadas sobre o corpo do animal devido à presença de músculos potentes.
Aquicultura é a ciência que estuda técnicas de cultivo não só de peixes, mas também de crustáceos (como o camarão e a lagosta), de moluscos (como o polvo e a lula), de algas e de outros organismos que vivem em ambientes aquáticos.
Mexilhão, embora pertencente a grupos filogeneticamente muito distintos, têm como características comuns ao apresentarem conchas alongadas e assimétricas e estarem presas ao substrato por um feixe filamentoso (o bisso).
As vieiras são moluscos bivalves marinhos da família Pectinidae. Encontram-se em vários oceanos, sobretudo na América do Norte, norte da Europa, e Japão, sendo bastante apreciadas como alimento refinado.
Amêijoa é a designação comum dada a várias espécies de moluscos bivalves da ordem Veneroida, pertencentes às famílias Lucinidae, Cardiidae e Veneridae. No Brasil, elas são mais frequentemente conhecidas por marisco-pedra, massunim, sarnambi ou berbigão.
Ostra é o nome comum usado para designar um número de grupos diferentes de moluscos que crescem, em sua maioria, em águas marinhas ou salobras. Elas pertencem à ordem Ostreoida, família Ostreidae, têm um corpo mole, protegido dentro de uma concha altamente calcificada.