A pianista, cantora, compositora e arranjadora Eliane Elias é uma das artistas brasileiras mais respeitadas no cenário internacional de jazz.
Por FliparAo longo de mais de quatro décadas de carreira, Eliane construiu uma trajetória que a levou a ser reconhecida com dois Prêmios Grammy e dois Grammy Latinos. A seguir, o Flipar mostra sua trajetória.
Nascida em São Paulo em 19 de março de 1960, ela começou seus estudos de piano aos sete anos, influenciada por sua mãe, também pianista.
Ainda muito jovem, Eliane já se apresentava profissionalmente e, ao longo dos anos 1970 e início dos 1980, trabalhou com grandes nomes da música brasileira, como Toquinho e Vinicius de Moraes.
Em 1981, mudou-se para Nova York, marco de sua carreira internacional, onde rapidamente se integrou ao circuito de jazz.
O reconhecimento maior veio em 2016, quando Eliane conquistou o Grammy Award de Melhor Álbum de Jazz Latino com o disco “Made in Brazil”, o primeiro que gravou em seu país natal desde que se radicou nos Estados Unidos.
O álbum traz alguns clássicos do cancioneiro brasileiros, como “Aquarela do Brasil”, “Águas de Março” e “No Tabuleiro da Baiana”, e composições da própria Eliane.
Seis anos depois, em 2022, ela conquistou novamente o prêmio na mesma categoria com “Mirror Mirror”, um trabalho em parceria com os também pianistas Chucho Valdés e Chick Corea, reforçando sua posição de destaque no jazz latino e internacional.
Além dos dois Grammy Awards, Eliane também recebeu dois Grammy Latinos, sendo um deles pelo álbum “Dance of Time”, em 2017, premiado como Melhor Álbum de Jazz Latino/Jazz.
Ao longo de sua carreira, ela totaliza mais de uma dezena de nomeações entre Grammy e Grammy Latino em categorias que refletem sua versatilidade – como performance instrumental, composição e engenharia de gravação.
Com uma discografia que ultrapassa 30 álbuns lançados ao longo da carreira, Eliane Elias construiu um catálogo extenso e diverso, no qual transita com naturalidade entre o jazz contemporâneo, a música instrumental e a canção brasileira.
Entre os discos mais emblemáticos estão “Illusions” (1986), que ajudou a consolidar seu nome no cenário do jazz norte-americano, “Eliane Elias” (1989), trabalho que reforçou sua identidade como pianista e arranjadora.
Esses álbuns foram fundamentais para estabelecer sua reputação internacional antes mesmo do reconhecimento da Academia do Grammy.
Dentro dessa trajetória, merece destaque especial também o álbum “Eliane Elias Plays Jobim” (1989), no qual a artista presta uma interpretação refinada e pessoal à obra de Tom Jobim, um de seus maiores referenciais estéticos.
Anos depois, ela retomaria esse repertório em “Sings Jobim” (1998), reforçando sua ligação profunda com o cancioneiro do compositor.
Outros trabalhos relevantes incluem “Something for You” (2008), “Light My Fire” (2011) e “Made in Brazil” (2015). Juntos, esses discos evid
Desde o fim da década de 1980, é casada com o contrabaixista Marc Johnson, ex-integrante do lendário trio de Bill Evans.Â