O incidente aconteceu em Copacabana, na esquina da Rua Santa Clara com a Avenida Nossa Senhora de Copacabana, no dia 9 de fevereiro.
Por FliparFelipe Souza tentou ajudar a adolescente acreditando que ela estava se afogando, mas acabou “grudado” pela descarga elétrica, conseguindo se soltar após algum tempo.
“Eu achei que ela tava se afogando, eu vim correndo, na hora que eu tentei pegar na mão dela, fiquei agarrado no choque. […] Depois de um tempão eu consegui sair e conseguiram me puxar”, contou Felipe.
Um educador físico chamado Edgar Cartacho presenciou a cena e realizou massagem cardíaca na jovem por cerca de 10 minutos até a chegada dos bombeiros.
“Eu ouvi alguns gritos, a rua encheu muito rápido e gritavam ‘é choque, é choque’. Muitas pessoas correndo e os gritos não paravam. Quando eu me aproximei, vi que a moça tava presa no chão. A melhor parte de tudo foi depois de tanto tempo desacordada, foi eu ver um sorriso daquela pessoa”, contou Edgar.
A prefeitura e a concessionária SmartLuz inspecionaram o local e afirmaram que o poste e a caixa de passagem próximos não foram a origem do choque.
Lidar com eletricidade é sempre uma situação complexa. Entender o que acontece e como reagir pode ser a diferença entre um susto e uma fatalidade.
O choque acontece quando a pessoa entra em contato com uma fonte de eletricidade e a corrente encontra um caminho para circular pelo corpo, geralmente indo de um ponto de entrada para outro de saída.
Dependendo da intensidade, do tempo de exposição e do caminho que a corrente faz pelo organismo, ele pode causar desde um susto leve até queimaduras graves, parada cardíaca ou morte.
Os principais vilões são: tocar em fios descascados ou barramentos energizados; tomadas defeituosas ou instalações elétricas irregulares.
A gravidade depende de: voltagem e amperagem; tempo de contato; área do corpo atingida; caminho da corrente (se atravessa coração ou cérebro, é mais perigoso); e umidade da pele (a água facilita a condução).
Se você presenciar alguém sendo eletrocutado, a regra de ouro é: não se torne a próxima vítima. Veja dicas!
– Se possível, desligue o disjuntor geral ou a chave de força imediatamente;
– Chame socorro: Ligue para o SAMU (192) ou Bombeiros (193).
Não toque na pessoa enquanto ela estiver em contato com a eletricidade; não jogue água; não tentar puxar a vítima com as mãos nuas; não passar cremes, manteiga ou pasta de dente em queimaduras.