Pedro Bial foi promovido na Globo e passou a acumular uma nova função além de comandar o “Conversa com Bial”. O jornalista agora é diretor artístico de documentários e programas, à frente de produções como Som Brasil e o projeto Falas.
Por FliparA mudança foi comunicada internamente, segundo a coluna Outro Canal, da Folha de S. Paulo. “Sua trajetória fala por si só. Bial é jornalista, documentarista, roteirista, diretor e apresentador com 45 anos de atuação na Globo”, informa o comunicado.
O Conversa com Bial retornará em 2026, em formato semanal, às terças, às 23h30, com auditório, musicais e locações especiais. Que tal descobrirmos mais sobre este renomado jornalista brasileiro?
Filho de refugiados alemães, Pedro Bial nasceu no Rio de Janeiro em 29 de março de 1958. Criado em ambiente intelectual e cosmopolita, estudou no Colégio Santo Inácio, onde foi colega e amigo de Cazuza. Formou-se em Jornalismo na PUC-Rio.
Sua trajetória profissional começou como repórter na TV Globo em 1981. Inicialmente atuou no “Jornal Hoje”, e em seguida integrou a equipe do “Globo Repórter”, onde permaneceu até 1988.
No início dos anos 1990, ele cobriu eventos internacionais de grande impacto como correspondente em Londres, incluindo a Guerra do Golfo, o colapso da União Soviética, a Guerra Civil da Iugoslávia e a queda do Muro de Berlim.
Bial consolidou-se como um dos rostos mais conhecidos do jornalismo televisivo brasileiro ao assumir o comando do “Fantástico”, em 1996, permanecendo no programa até 2007.
A partir daí, ele diversificou sua carreira na televisão, no cinema e na literatura. Entre 2002 e 2016, apresentou o “Big Brother Brasil”, tornando-se um dos símbolos do reality show. Ele também comandou o programa “Espaço Aberto”, da GloboNews.
Além da televisão, Bial tem uma forte ligação com a poesia e as artes. Ainda nos anos 1980, formou um grupo de recitais e manteve a paixão pela literatura ao longo da vida.
No cinema, dirigiu o filme “Outras Estórias” e os documentários “Os Nomes do Rosa” e “Jorge Mautner – O Filho do Holocausto”.
Em 2012, estreou o programa “Na Moral”, que discutia temas confrontando pessoas com visões diferentes. A atração durou três temporadas, sendo encerrada em agosto de 2014.
Como escritor, Bial publicou em 2004 a biografia autorizada “Roberto Marinho”, dedicada ao fundador da TV Globo. Também lançou um livro sobre a trajetória da jogadora de vôlei Isabel Salgado, que morreu em 2022.
O jornalista foi autor do musical “Chacrinha”, lançado em 2014, e fez uma participação como ele mesmo no filme “As Aventuras de Agamenon, o Repórter”.
Na vida pessoal, Bial foi casado com Renée Castelo Branco, mãe de sua filha Ana, nascida em 1987. Posteriormente, teve relacionamentos com as atrizes Giulia Gam – com quem teve o filho Theo, em 1998 – e Fernanda Torres.
Já do casamento com a produtora Isabel Diegues, nasceu o filho José Pedro, em 2002. Desde 2015, ele é casado com a jornalista Maria Prata, com quem tem as filhas Laura e Dora.
Torcedor do Fluminense, Bial é irmão do técnico de basquete Alberto Bial e da psicoterapeuta Irene Bial. Em 2025, ele perdeu a mãe, Susanne Bial, que morreu aos 101 anos.