Ela e amigos haviam coletado frutos do mar em um manguezal e prepararam o animal em leite de coco, acreditando ser uma iguaria local.
Por FliparO caso gerou um alerta oficial à população para que evite o consumo de animais marinhos desconhecidos.
O caranguejo-do-diabo, consumido pela influenciadora, é uma das espécies mais perigosas de crustáceos do mundo.
Ele vive principalmente em recifes de coral do Indo-Pacífico, em regiões como o Japão, Filipinas, Indonésia
Visualmente, ele chama a atenção por sua carapaça robusta, que pode atingir cerca de 10 centímetros.
Além disso, apresenta uma coloração característica composta por manchas em tons de marrom, vermelho ou laranja sobre um fundo mais claro, além de ter pinças de pontas escuras.
Embora sua aparência possa parecer exótica ou atraente para o consumo, sua biologia esconde um perigo mortal.
Seus tecidos contêm concentrações altíssimas de neurotoxinas potentes, principalmente a saxitoxina e a tetrodotoxina.
Diferente de animais peçonhentos que injetam veneno por meio de picadas ou ferroadas, o caranguejo-do-diabo é um animal venenoso por ingestão.
Essas toxinas podem causar formigamento nos lábios, língua e extremidades, náuseas, paralisia muscular, insuficiência respiratória e morte em casos graves.
Predadores naturais tendem a evitar o caranguejo-do-diabo, possivelmente por reconhecerem sua coloração como um sinal de perigo.