Cybill Shepherd, a atriz e modelo americana, completa 76 anos em 2026. Conheça mais sobre sua carreira, marcada por altos e baixos e escolhas conscientes de papéis.
Por FliparCybill Lynne Shepherd nasceu em 18 de fevereiro de 1950, em Memphis, Tennessee, iniciou a carreira como modelo ainda adolescente e venceu concursos como “Miss Teenage Memphis”.
Seu primeiro papel no cinema foi em “A Última Sessão de Cinema”, de 1971, como Jacy Farrow, filme que recebeu várias indicações ao Oscar e lançou Shepherd ao estrelato
Tão rápido quanto a fama surgiu, também veio a má reputação. Durante as filmagens, ela se envolveu com o diretor Peter Bogdanovich, que a havia escolhido para o papel após vê-la na capa da revista Glamour.
Na época, Bogdanovich era casado com Polly Platt, designer de produção do filme, que havia dado à luz à segunda filha do casal poucos meses antes.
O relacionamento entre Shepherd e Bogdanovich durou oito anos, e a atriz foi alvo de duras críticas da imprensa e chegou a ser rotulada como “destruidora de lares”
Quando dois filmes subsequentes com Bogdanovich fracassaram comercialmente, muitos decretaram que a carreira dela tinha acabado.
No entanto, ela deu a volta por cima com sua atuação em “Taxi Driver”, de 1976, como Betsy, uma voluntária de campanha política envolvida com o protagonista Travis Bickle, vivido por Robert De Niro.
Na televisão, Shepherd interpretou Colleen Champion na série “The Yellow Rose”, exibida em 1983.
De 1985 a 1989, interpretou Maddie Hayes na série “A Gata e o Rato”, papel que se tornou um dos mais significativos de sua carreira e lhe rendeu dois Globos de Ouro.
Na série, atuava ao lado de Bruce Willis, e embora rumores de romance tenham circulado, a relação nos bastidores foi marcada por rivalidade.
Em entrevista à People, Shepherd afirmou ter feito as pazes com Willis antes que ele tornasse público seu diagnóstico de afasia em 2022. A atriz declarou: “Já era hora […] Eu sempre vou amar Bruce”.
Seu terceiro Globo de Ouro veio com “Cybill”, sitcom exibida entre 1995 e 1998. Shepherd interpretava Cybill Sheridan, uma atriz na casa dos 40 anos tentando relançar sua carreira em Los Angeles após ser relegada a papéis menores.
Durante a produção de “Cybill”, alguns membros da equipe reclamaram de sua postura, enquanto a atriz relatou ter enfrentado situações desconfortáveis, como ter rejeitado os avanços do produtor executivo Les Moonves.
Em 2018, segundo o New York Times, Moonves foi forçado a deixar o cargo de CEO da CBS após várias mulheres acusá-lo de má conduta dentro e fora do trabalho, acusações que ele negou.
Shepherd atribuiu sua longevidade na indústria à “teimosia e inteligência”. Como observou o The Herald, a atriz precisou superar diversas adversidades com inteligência e critério para escolher seus projetos.
Por exemplo, no final de 2001, Shepherd recebeu o diagnóstico de melanoma, um tipo de câncer de pele, e precisou passar por cirurgia para remover o tumor localizado nas costas.
Ela também teve que lidar com a síndrome do intestino irritável crônica, diagnosticada incorretamente como dor psicológica por 20 anos. Ela precisou fazer 4 cirurgias abdominais de emergência.
Cybill Shepherd tem três filhos: Clementine Ford, nascida em 1979 do casamento com David M. Ford, e os gêmeos Molly Ariel e Cyrus Zachariah Shepherd-Oppenheim, nascidos entre 1987 e 1990 durante o casamento com Bruce Oppenheim.