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Professor de Harvard contraria teses e defende que ficar sentado faz bem


Um professor de Harvard chamou atenção ao defender uma ideia curiosa: o ser humano não teria sido feito para correr, mas para sentar. A tese contraria boa parte das recomendações modernas sobre atividade física intensa.

Por Flipar
Daniel Lieberman, Instagram

O autor é o paleoantropólogo Daniel Lieberman, especialista em evolução humana. Em seus estudos e livros, ele analisa como o corpo se desenvolveu ao longo de milhares de anos.

Daniel Lieberman, Instagram

Segundo o pesquisador, a evolução não moldou o corpo para exercícios intensos como os atuais. Correr regularmente, como prática esportiva, seria algo relativamente recente na história humana.

Daniel Lieberman, Instagram

Lieberman afirma que os humanos evoluíram para caminhar e descansar com frequência. A maior parte da rotina ancestral era composta por deslocamentos moderados e longos períodos de repouso.

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Nossos antepassados caminhavam em busca de alimento ou abrigo, não por estética ou desempenho físico. Depois dessas atividades, passavam bastante tempo sentados ou em repouso.

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Esse padrão teria moldado o corpo para economizar energia sempre que possível. A tendência natural seria evitar esforços desnecessários para garantir a sobrevivência.

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O professor explica que o metabolismo humano já gasta grande parte da energia em funções vitais. Assim, o organismo foi programado para poupar energia e não desperdiçá-la em excesso.

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Por isso, a corrida intensa e frequente seria uma sobrecarga para o corpo. Ele afirma que o organismo tolera melhor atividades moderadas, como caminhadas regulares.

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Outro ponto defendido é que sentar não deveria ser tratado como um vilão absoluto. Para o pesquisador, o problema real é ficar parado por horas seguidas sem se movimentar.

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Ele critica a ideia moderna de que é preciso treinar sempre mais e mais. Nas redes sociais, exercícios extremos são vistos como padrão ideal, o que nem sempre corresponde à biologia humana.

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Mesmo assim, Lieberman não defende o sedentarismo completo. Ele sugere alternar períodos de movimento e descanso, com atividades físicas equilibradas.

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A tese diverge de outra corrente científica que diz que os humanos evoluíram para correr longas distâncias. Estudos apontam que nossos ancestrais podiam perseguir presas por horas.

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Essa visão tradicional sustenta que o corpo humano é naturalmente atlético. Assim, a prática de corrida seria parte importante da evolução e da saúde.

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O professor de Harvard propõe um meio-termo entre as duas ideias. Para ele, a saúde está no equilíbrio entre movimento moderado e períodos de descanso, sem extremos.

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