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Novo filme de Juliette Binoche é exibido no Festival de Berlim


Novo filme de Juliette Binoche, “Queen at Sea”, sobre envelhecimento e a perda de autonomia na velhice, foi exibido no Festival Internacional de Cinema de Berlim em fevereiro de 2026, um dos mais prestigiados do mundo, também conhecido como Berlinale.

Por Flipar
Wikimedia Commons / Gabriel Hutchinson

Dirigido pelo americano Lance Hammer, vencedor do Sundance por “Ballast” em 2008, o filme acompanha Leslie, uma idosa com demência interpretada por Anna Calder-Marshall, e seu marido, Martin, vivido por Tom Courtenay, que cuida dela. Amanda, personagem de Binoche, é filha de Leslie e mãe de uma adolescente; ela decide assumir os cuidados da mãe após divergências sobre o tratamento adequado.

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Vale destacar que “Queen at Sea” conta com fotografia de Adolpho Veloso, brasileiro que vem se destacando na temporada de premiações de 2026 e que concorre ao Oscar de Melhor Fotografia por “Sonhos de Trem”, filme de Clint Bentley disponível na Netflix.

Reprodução de vídeo/YouTube @FilmIndependent

A atriz, que já conquistou o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Berlim, é vencedora do Oscar, indicada ao Tony Awards e já foi indicada dez vezes ao César, o mais importante prêmio do cinema francês. A seguir, saiba mais sobre a vida, a carreira e os filmes que consagraram Juliette Binoche na indústria cinematográfica.

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Juliette Binoche nasceu em 9 de março de 1964, em Paris, França, e começou a atuar em peças amadoras na escola. Aos dezessete anos, dirigiu e atuou em uma produção estudantil da peça “Exit the King”, de Eugène Ionesco. Além disso, estudou atuação no Conservatoire National Supérieur d’Art Dramatique, mas abandonou o curso por não se adaptar ao currículo.

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Sua estreia no cinema ocorreu em 1983, com “Liberty Belle”, no qual interpretou uma jovem participante de um protesto estudantil. Dois anos depois, destacou-se em “Rendez-vous”, filme de André Téchiné, como Nina, uma jovem que chega a Paris com o sonho de se tornar atriz. O papel rendeu a Binoche sua primeira indicação ao César de Melhor Atriz.

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Em 1986, atuou em “Sangue Ruim”, dirigido por Leos Carax, e recebeu sua segunda indicação ao César. No filme, um vírus mortal infecta pessoas por um motivo inusitado em uma Paris futurista. Alex, interpretado por Denis Lavant, acaba se apaixonando por Anna, personagem de Binoche, o que complica a situação.

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Outro destaque foi “Os Amantes de Pont-Neuf”, de 1991, também de Carax, no qual Binoche interpreta Michèle, uma artista que perde progressivamente a visão e se envolve em um romance intenso e autodestrutivo com Alex, interpretado por Denis Lavant, enquanto vivem na ponte mais antiga de Paris. O filme rendeu à atriz sua terceira indicação ao César.

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Em “Perdas e Danos”, de 1992, Binoche vive Anna, noiva do filho de um político britânico, que se envolve em um romance proibido com Stephen Fleming, personagem de Jeremy Irons, papel que lhe rendeu nova indicação ao César de Melhor Atriz.

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Já em “A Liberdade é Azul”, lançado em 1993 e dirigido por Krzysztof Kie?lowski, primeiro filme da trilogia das cores, deu vida a Julie, uma compositora que perde a filha e o marido em um acidente de carro. Com esse trabalho, Binoche conquistou seu primeiro César de Melhor Atriz e a Copa Volpi de Melhor Atriz no Festival de Veneza.

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Em “O Cavaleiro do Telhado e a Dama das Sombras”, lançado em 1995 e dirigido por Jean-Paul Rappeneau, Binoche interpreta Pauline de Théus, uma mulher que se alia a Angelo Pardi, personagem de Olivier Martinez, para atravessar uma Provença assolada por uma epidemia de cólera, movidos pela sobrevivência e por um amor platônico. O papel lhe rendeu mais uma indicação ao César.

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O auge da carreira de Binoche ocorreu em 1996, quando interpretou Hana em â??O Paciente Inglêsâ?, filme de Anthony Minghella estrelado por Ralph Fiennes. O drama, ambientado na Segunda Guerra Mundial, venceu nove Oscars, incluindo Melhor Filme, e rendeu à atriz o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

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Por “Chocolate”, de 2000, recebeu sua segunda indicação ao Oscar, desta vez na categoria de Melhor Atriz. No filme, interpretou Vianne Rocher, uma mulher que abre uma loja de chocolates em uma vila francesa nos anos 1950.

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No mesmo ano, em “A Viúva de Saint-Pierre”, de Patrice Leconte, Binoche viveu Pauline, esposa compassiva de um capitão que luta pela redenção de um marinheiro condenado à guilhotina. Por sua atuação, foi novamente indicada ao César.

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Em 2002, estrelou a comédia romântica “Fuso Horário do Amor”, como Rose, uma esteticista atrapalhada que se envolve com Félix, personagem de Jean Reno. Os dois se conhecem em um aeroporto de Paris devido a voos cancelados. O papel lhe garantiu mais uma indicação ao César de Melhor Atriz.

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Em 2010, venceu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes por “Cópia Fiel”, de Abbas Kiarostami, no qual interpreta Elle, dona de uma galeria francesa. Na trama, James, um escritor britânico, está na Toscana promovendo seu novo livro, que defende que reproduções de obras de arte podem ter tanto valor quanto o original.

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Desde 2010, Binoche recebeu mais três indicações ao César: por “Acima das Nuvens”, de 2014, no qual interpreta Maria Enders, uma atriz veterana que precisa lidar com o envelhecimento e a carreira; “Deixe a Luz do Sol Entrar”, de 2017, no qual vive Isabelle, artista parisiense divorciada de meia-idade em busca de amor verdadeiro; e “Entre Dois Mundos”, de 2021, no qual interpreta Marianne Winckler.

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Em relação à vida pessoal, Binoche tem dois filhos: Raphaël, nascido em 1993, cujo pai é André Halle, mergulhador profissional; e Hana, nascida em 1999, filha do ator Benoît Magimel, com quem contracenou em “Children of the Century”, de 1999, e “The Taste of Things”, de 2023.

Wikimedia Commons / Elena Ternovaja