Uma linha de pipa com cerol foi o motivo de uma queda de energia generalizada em bairros das zonas Sudoeste e Sul do Rio de Janeiro no dia 1º de março.
Por FliparA concessionária alertou para os riscos de soltar pipa próximo à rede elétrica, destacando que a prática pode causar acidentes graves, rompimento de cabos e interrupções no fornecimento de energia.
A pipa, também chamada de papagaio, pandorga ou arraia em diferentes regiões do Brasil, é um dos brinquedos mais antigos da humanidade. Sua origem é geralmente atribuída à China, há mais de dois mil anos.
Registros indicam que os primeiros modelos eram feitos com seda e bambu e tinham funções que iam muito além da diversão.
As primeiras pipas serviam para medições de distância, testes de vento, comunicação militar e até experimentos científicos.
Com o tempo, a prática se espalhou pela Ásia e chegou à Europa por rotas comerciais, ganhando novos formatos e significados culturais.
No século 18, por exemplo, pipas foram usadas em experimentos sobre eletricidade atmosférica, ajudando a ampliar o conhecimento científico da época.
Com o tempo, a pipa deixou de ser instrumento técnico ou militar e se consolidou como brincadeira popular, especialmente em países de clima tropical e ventos constantes.
A experiência envolve tanto habilidade manual na montagem quanto técnica para empinar e manter o equilíbrio no ar, aproveitando a força e a direção do vento.
Em outros países há modelos acrobáticos, como as pipas esportivas de duas ou quatro linhas, que permitem manobras e competições. No sul da Ásia, festivais de pipas reúnem milhares de participantes.
Por isso, autoridades e concessionárias de energia alertam para que a brincadeira ocorra apenas em áreas abertas, longe da fiação e sem o uso de cerol ou materiais cortantes.