Galeria

Países mais jovens do mundo: nações que nasceram recentemente e seus desafios


A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece atualmente 193 países, distribuídos entre seis continentes e definidos por fronteiras estabelecidas ao longo da história. Além deles, há territórios e Estados autodeclarados que ainda não fazem parte da entidade. Esse cenário mostra que o mapa político global segue em constante transformação.

Por Flipar
Domínio Público - Wikimédia Commons

Nas últimas décadas, surgiram países recentes, que conquistaram independência no fim do século XX ou já no século XXI após disputas e administrações estrangeiras. Um levantamento da revista Superinteressante reuniu as dez nações mais jovens do mundo, destacando aquelas que se tornaram soberanas há poucos anos.

Imagem gerada por i.a

As histórias dos “caçulas” do planeta mostram que a formação de países ainda está em curso no mundo atual. Muitas dessas nações enfrentam desafios como estruturar instituições políticas, fortalecer a economia e garantir serviços básicos à população. Trata-se de um processo complexo e contínuo.

Imagem de beasternchen por Pixabay

Além disso, precisam consolidar identidade nacional, com símbolos, leis e estruturas próprias, além de buscar reconhecimento internacional. A lista evidencia como fatores históricos e geopolíticos influenciam esses surgimentos. Entender essas nações ajuda a perceber como o mapa global segue dinâmico.

Imagem de Monika Grafik por Pixabay

1º lugar: Sudão do Sul, na África Oriental. É o país mais novo do mundo, criado oficialmente em 9 de julho de 2011, após um referendo em que 98% da população votou pela independência.

Divulgação

Como o próprio nome indica, o país fica ao sul do Sudão. Ocupa uma área de cerca de 620 mil km², e sua capital é Juba. O Sudão do Sul tem aproximadamente 10,9 milhões de habitantes, segundo dados do Banco Mundial (2022).

Reprodução/ Drew Binsky

2º lugar: Kosovo, no sudeste da Europa. Localizado no noroeste da Península dos Bálcãs, o país conquistou sua independência da Sérvia em 17 de fevereiro de 2008, ocupando a segunda posição da lista.

Divulgação

Kosovo fez parte da antiga Iugoslávia, que se dissolveu completamente em 2003. A capital do país é Pristina, e as línguas oficiais são o albanês e o sérvio.

Reprodução/ Davidsbeenhere

3º lugar: Sérvia, no sudeste da Europa. Após a dissolução da Iugoslávia, a Sérvia formou, junto com Montenegro, a nação chamada Sérvia e Montenegro. No entanto, movimentos separatistas levaram ao desmembramento em 2006, após 14 anos de união.

Divulgação

Situada na Península dos Bálcãs, a Sérvia tem Belgrado como capital. O país abriga belas paisagens, monumentos históricos e uma população superior a 6 milhões de habitantes.

Reprodução/ Top 10 Places

4º lugar: Montenegro. Um empate técnico com a “irmã” Sérvia nesta lista, já que ambas foram reconhecidas como independentes com apenas dois dias de diferença — sendo Montenegro, portanto, ligeiramente mais antigo.

Divulgação

Tem como capital Podgorica, e a língua oficial é o montenegrino. Bem menor que a Sérvia, o país possui cerca de 600 mil habitantes.

Reprodução/ touropia

5º lugar: Timor-Leste, no Sudeste Asiático. Deixou de ser ocupado pela Indonésia em 20 de maio de 2002, tornando-se o primeiro Estado soberano do século XXI.

Divulgação

A antiga colônia portuguesa tornou-se uma nação autônoma em 1975, mas, poucos dias depois, foi invadida pela Indonésia e anexada ao país, só reconquistando sua soberania 27 anos depois. É o único país da Ásia cuja língua oficial é o português.

Reprodução/ Adrian_travelling

6º lugar: Palau, localizado na Oceania. É o país mais novo do continente. Pouco conhecido mundialmente, Palau fez parte de um território sob administração dos Estados Unidos após a Segunda Guerra Mundial.

Divulgação

Conquistou sua independência apenas em 1994. Sua capital é Ngerulmud, e estima-se que menos de 20 mil pessoas vivam nesse pequeno país insular.

Reprodução/ Visit Palau

7º lugar: Eritreia, no nordeste da África. O país fazia parte da Etiópia e, após cerca de 30 anos de luta pela independência, conseguiu tornar-se soberano em 1993.

Divulgação

Tem Asmara como capital e cidade mais populosa. Embora sua Constituição estabeleça uma república presidencialista, o país nunca realizou eleições desde a independência.

Reprodução/ Displore

8º lugar: República Tcheca, localizada na Europa Central. Tornou-se independente junto com a Eslováquia em 1º de janeiro de 1993. As duas nações formavam a antiga Tchecoslováquia, criada após o fim da Primeira Guerra Mundial.

Divulgação

A capital é Praga, também a cidade mais populosa, e estima-se que quase 11 milhões de pessoas vivam no país, cuja língua oficial é o tcheco.

Jiuguang Wang wiki commons

8º lugar (empate): Eslováquia, também localizada na Europa Central. Participou do mesmo processo de separação da República Tcheca e, por isso, ocupa a oitava colocação entre os países mais novos do mundo.

Divulgação

A capital Bratislava é também a cidade mais populosa do país, que possui cerca de 5,7 milhões de habitantes. A língua oficial é o eslovaco, semelhante ao tcheco, embora apresente diferenças significativas.

Imagem de Andrea por Pixabay

10º lugar: Macedônia, localizada no sudeste da Europa. O país passou a ser reconhecido como independente pela ONU em 1993 e fecha o grupo das dez nações mais jovens do mundo.

Divulgação

É mais um dos países que se separaram da antiga Iugoslávia durante a década de 1990. Possui cerca de 2,1 milhões de habitantes, tem como língua oficial o macedônio, e sua capital é Escópia.

Reprodução/ Alina Mcleod

Observação: alguns portais apontam Barbados, no Caribe, como a nação mais jovem do mundo, por ter se tornado uma república em 2021, ao romper com a Monarquia Britânica. No entanto, Barbados já existe como país independente desde 30 de novembro de 1966.

OpenClipart-Vectors por Pixabay

Embora tenha permanecido por décadas sob a autoridade da Rainha Elizabeth II, Barbados já era um país independente. A situação era semelhante à de 42 outras nações, como Austrália e Jamaica, que reconhecem a monarquia britânica como chefe de Estado.

Imagem Free de NT Franklin por Pixabay