Entretenimento

Fritz Lang e ‘Metrópolis’: o nascimento de um clássico visionário no cinema


Há quase um século, em 1927, o cineasta Fritz Lang lançou “Metrópolis”. O filme, um clássico do cinema mudo, é considerado uma das primeiras grandes produções de ficção científica e trouxe questões importantes da atualidade.

Por Flipar
Divulgação

A trama de “Metrópolis” se desenvolve justamente em 2026 e, hoje, demonstra seu caráter visionário ao apresentar tecnologias futuristas e seus riscos à humanidade, como acontece com a inteligência artificial e seus usos.

Divulgação

Maria, a protagonista do filme, vivida pela atriz alemã Brigitte Helm, é uma máquina em forma humana. A ideia central de Friz Lang foi discutir como seria um mundo em que os homens acabassem submetidos a robôs.

Divulgação

Um dos nomes mais influentes das primeiras décadas da história do cinema, Friedrich Christian Anton Lang, conhecido como Fritz Lang, nasceu em 5 de dezembro de 1890, em Viena, que à época compunha o Império Austro-Húngaro.

Bundesarchiv, /Wikimédia Commons

Na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), Fritz Lang serviu como voluntário no exército imperial austríaco. Em meio aos combates, acabou ferido e ficou cego do olho direito.

Joost Evers /Wikimédia Commons

Lang começou sua trajetória cinematográfica na Alemanha do pós-guerra. No país, se tornaria um nome fundamental do expressionismo, movimento de vanguarda artística que teve seu ápice na década de 1920, ao lado de Friedrich Wilhelm Murnau.

Divulgação

Sua estreia na direção aconteceu em 1919 com “Halbblut”, filme que se perdeu e até hoje não há cópias conhecidas. Três anos depois, com “Dr. Mabuse, o Jogador”, passou a desfrutar de notoriedade.

Divulgação

Em 1921, Lang casou-se com a roteirista alemã Thea Von Harbou, responsável pelo roteiro de “Metrópolis” e outros filmes da fase do cinema mudo do diretor, incluindo “Os Nibelungos”, baseado em poemas do século 12.

Domínio Público /Wikimédia Commons

Com o suspense psicológico “M - o Vampiro de Dusseldorf”, Fritz Lang fez sua estreia no cinema sonoro. Em 1933, lançou “O Testamento do Dr. Mabuse”, sua segunda produção nessa nova fase.

Divulgação

Nessa época, recebeu convite de Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Adolph Hitler, para comandar o cinema alemão do Terceiro Reich, produzindo filmes para o Partido Nazistas. Após recusar a proposta, fugiu para Paris.

Divulgação

Em seguida, partiu para Hollywood, onde iria iniciar uma nova etapa na carreira. Nos Estados Unidos, Lang dirigiu o filme de estreia de Marilyn Monroe, “Só a Mulher Peca” (“Clash by Night”), em 1952. Anos depois, o cineasta ganharia uma estrela na calçada da fama.

Times /Wikimédia Commons

Na década de 1950, retornou à Alemanha, onde dirigiu mais três filmes. Em 1953, chegou a atuar em “O Desprezo”, do cultuado diretor francês Jean-Luc Godard e com Brigitte Bardot como protagonista, interpretando a si mesmo. Fritz Lang morreu aos 85 anos, em 2 de agosto de 1976, em Los Angeles, nos Estados Unidos. Sua filmografia, com mais de 40 títulos, segue reverenciada pelos amantes do cinema.

Divulgação