É aí que entram os semáforos brancos. Há mais de um século com o mesmo design, com as cores vermelho, amarelo e verde controlando o trânsito, especialistas estudam acrescentar a cor branca aos semáforos. A ‘fase branca’ não mudaria o sistema tradicional, mas criaria um novo cenário pensando nos veículos autônomos.
Como funcionaria essa proposta: a cor branca seria ativada quando houvesse uma quantidade suficiente de carros autônomos em um cruzamento e, nesse momento, esses veículos passariam a coordenar o fluxo entre si naquela interseção, calculando velocidades e trajetórias seguras.
Para carros com motoristas humanos, o sinal branco indicaria apenas que les deveriam seguir o veículo à frente e confiar no fluxo coordenado pelo carro autônomo, sem tomar decisões próprias. Quando o número de carros autônomos não fosse suficiente, o método tradicional funcionaria normalmente.
Simulações em computador mostraram alguns resultados positivos dessa possível mudança, como a diminuição do tempo de congestionamento nos cruzamentos, de erros humanos , consequentemente, de acidentes. Assim, haveria redução da frustração e dos conflitos entre os motoristas.
Mas, por enquanto, a ideia do semáforo branco permanece na etapa de estudos e simulações. Ainda assim, especialistas indicam que, dependendo do país, na próxima década, a proposta possa sair de simulações e passar para a fase de testes práticos. Vale destacar que, no Brasil, os carros autônomos ainda são uma realidade distante e permanecem restritos a projetos experimentais e testes controlados.