Essas estruturas funcionam como uma espécie de “bolha protetora” gigante, criada para conter poeira e ruídos que normalmente afetam moradores e turistas nas áreas vizinhas.
Segundo a mídia local, estima-se que a estrutura consiga diminuir em até 90% a dispersão de partículas e o barulho gerado pelas máquinas pesadas. O resultado é especialmente relevante em cidades densamente povoadas, onde obras e áreas residenciais costumam conviver lado a lado.
Alguns desses domos chegam a alcançar cerca de 50 metros de altura e podem cobrir áreas próximas de 20 mil metros quadrados, possibilitando abrigar grandes projetos sem cessar o andamento das atividades no interior das estruturas.
Na movimentada rua Wangfujing de Pequim, por exemplo, uma dessas coberturas foi usada durante a construção de uma livraria. A solução ajudou a preservar a circulação turística na região, reduzindo interferências causadas pela obra.
Como parte de uma série de metas ambientais previstas até 2030, o governo chinês tem incentivado o uso desse tipo de tecnologia. A ideia é tornar a construção civil mais compatível com políticas de controle da poluição urbana.
Para garantir a segurança interna, as bolhas contam com sensores inteligentes que monitoram pressão e temperatura, além de sistemas de ventilação forçada que renovam o ar e controlam a suspensão de partículas, zelando pela saúde dos operários que trabalham no interior.
Outro benefício é a proteção contra chuva, vento forte e neve, fatores que normalmente provocam paralisações em obras abertas. Com isso, as equipes conseguem manter maior regularidade no ritmo de trabalho.
Moradores das regiões próximas relatam diminuição visível da sujeira acumulada em carros e fachadas de casas e prédios. Ainda assim, parte da população demonstra preocupação com as condições de trabalho dentro dos domos fechados.
A construção civil é uma das principais fontes de poluição sonora e dispersão de partículas nas cidades chinesas. Por isso, essas estruturas fazem parte de um processo grandioso de modernização do setor.
Embora soluções semelhantes já tenham sido testadas em outros países na Ásia e na Europa, a China se destaca pela rápida expansão dessa tecnologia, passando a ser aplicada em construções de variados tamanhos e tipos.
Especialistas acreditam que, com o endurecimento das leis ambientais, esse modelo integrado de cobertura e monitoramento pode se tornar um padrão obrigatório para grandes obras em metrópoles ao redor do mundo.