Nascida em 1983, na Ucrânia, Oxana viveu em um ambiente familiar marcado por pobreza e abandono. Aos três anos, após ser deixada do lado de fora de casa em uma noite fria, buscou abrigo em um canil e passou a conviver com cães.
Durante esse período, a menina se alimentou de restos de comida e carne crua e dormiu no chão, adotando comportamentos típicos dos animais com os quais vivia. Sem contato social humano regular, ela perdeu a capacidade de falar e passou a se comunicar por meio de latidos e rosnados.
Sua situação permaneceu desconhecida por cerca de cinco anos, até chamar a atenção de vizinhos. Quando foi resgatada pelas autoridades, os cães demonstraram comportamento protetor em relação a ela.
Depois disso, Oxana foi encaminhada a um orfanato e iniciou tratamento com acompanhamento educacional e terapêutico intensivo. Apesar do longo período de isolamento, conseguiu desenvolver linguagem e habilidades básicas relativamente rápido.
Ainda assim, especialistas indicaram que o impacto do abandono precoce afetou permanentemente seu desenvolvimento cognitivo. Na vida adulta, ela passou a viver em uma instituição de cuidados especiais e mantém contato frequente com animais.
Mesmo após décadas de reabilitação, alguns comportamentos adquiridos na infância ainda aparecem ocasionalmente. Seu caso tornou-se referência no debate científico sobre a influência do ambiente na formação humana.