A Lua exerce uma atração gravitacional sobre todos os corpos da Terra, mas o efeito é mais perceptível nas águas dos oceanos, que se deslocam com maior liberdade. Quando um ponto da Terra está alinhado com a Lua, a força gravitacional provoca maré alta. A posição relativa da Lua é o fator principal no comportamento das marés em cada região.
A rotação da Terra faz com que um mesmo ponto passe por maré alta e baixa em intervalos regulares. Em cerca de seis horas, esse ponto se desloca em relação à Lua e experimenta maré baixa. Após aproximadamente 12 horas e 25 minutos, o ciclo se completa com nova maré alta.
Embora menos intensa que a da Lua, a força gravitacional do Sol também interfere nos oceanos. Quando Lua e Sol estão alinhados, em fases nova ou cheia, as marés tornam-se mais intensas, chamadas de marés vivas. Já nas fases crescente e minguante, parte da força lunar é anulada, gerando marés mais suaves. Dessa forma, o Sol complementa o ciclo lunar.
As marés vivas ocorrem quando as forças da Lua e do Sol atuam juntas, intensificando a diferença entre maré alta e baixa. Em contrapartida, as marés mortas acontecem quando suas forças se contrapõem, tornando a variação menos perceptível. O calendário lunar é essencial para prever esses momentos com precisão.
O estudo das marés é fundamental para a navegação, a pesca e até para a geração de energia em usinas localizadas em regiões costeiras. Ecossistemas marinhos também dependem desse movimento, já que muitas espécies ajustam sua vida ao ritmo das águas. Compreender, portanto, por que as marés mudam não é apenas uma curiosidade científica, mas também um conhecimento de grande utilidade pública.