Animais

O encanto milenar e a importância dos vaga-lumes no planeta


Os vaga-lumes existem desde a Era Mesozoica, período em que os dinossauros dominavam a Terra. Evidências fósseis indicam que esses insetos já produziam luz há cerca de 100 milhões de anos, no Cretáceo. Em 2025, cientistas identificaram um exemplar luminoso preservado em âmbar.

Por Flipar
Cai et al./Biological Sciences

A espécie foi nomeada de Flammarionella heihakuni e descrita na revista científica Biological Sciences.O nome foi uma homenagem ao astrônomo francês Camille Flammarion e ao colecionador amador Haikun He, que doou diversos espécimes preservados em âmbar aos cientistas.

Cai et al./Biological Sciences

Segundo o estudo, o fóssil ajuda a preencher lacunas na compreensão da história evolutiva dos besouros lampyroides [família à qual pertencem os vaga-lumes] e mostra que características importantes, como órgãos abdominais leves, permaneceram consistentes desde meados do Cretáceo.

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Vaga-lume ou pirilampo são denominações comuns de insetos coleópteros dotados por suas emissões de luz bioluminescente.

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Assim, suas larvas alimentam-se principalmente de vegetais e outros insetos menores. Além disso, há espécies com hábitos terrícolas, que roem raízes e base do caule de plantas.

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Uma das espécies mais comuns na Europa é a Lampyris noctiluca, na qual apenas os machos são alados. As suas larvas são predadoras vorazes de caracóis e, por isso, consideradas amigas dos agricultores.

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Os órgãos bioluminescentes do pirilampo localizam-se na parte inferior dos segmentos abdominais. A luciferina é oxidada pelo oxigênio nuclear, com mediação da enzima luciferase. Algo que resulta em oxiluciferina que perde energia, fazendo assim o inseto emitir luz.

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As fêmeas produzem a luz para atrair parceiros, mas tem uma desvantagem. A sua própria luminosidade pode também atrair predadores, como a lagartixa.

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Especificamente no Brasil, concentra-se 25% das duas mil espécies de vaga-lumes do mundo. A Mata Atlântica é um dos ecossistemas que possui o maior número desses animais.

Flickr terry priest

Os vaga-lumes adultos medem entre cinco e vinte e cinco milímetros de comprimento, tendo o corpo achatado. A coloração varia entre o marrom-escuro, preto, alaranjado e amarelo.

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Desse modo, os machos apresentam asas, enquanto as fêmeas possuem asas pequenas ou não possuem. Eles também contam com três pares de pernas.

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Os vaga-lumes habitam tanto regiões tropicais quanto temperadas. De maneira geral, eles preferem áreas quentes e úmidas, sendo apenas algumas espécies encontradas em regiões secas.

Visit Jersey/Reprodução.

Os vaga-lumes, geralmente, comem lesmas, caracóis e minhocas. Algumas espécies consomem pólen ou néctar, enquanto somente alguns representantes são predadores, podendo também realizar o canibalismo, quando as fêmeas consomem os machos.

Reprodução do Youtube

Esses insetos se reproduzem por meio da deposição dos ovos, feita pelas fêmeas. Quando eles eclodem, pequenas larvas achatadas surgem e também produzem bioluminescência.

Reprodução do Youtube

No primeiro momento da vida, elas vivem no chão e se alimentam de caracóis e lesmas, injetando um fluido dentro do corpo da presa para fazer a pré-digestão antes do consumo.

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