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Nova lei que regulamenta profissão de doulas no Brasil é celebrada por especialistas; veja o que muda


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que regulamenta a profissão de doula no Brasil, profissional responsável por oferecer apoio físico, emocional e informativo às gestantes antes, durante e após o parto.

Por Flipar
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O projeto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal e entrou em vigor sem vetos. A medida, segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visa humanizar o atendimento, reduzir a 'indústria de cesarianas' e combater a violência obstétrica.

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'Os estudos que mostram que se se a doula acompanhou o pré-natal, se a doula acompanhou o parto, a violência foi menor. O índice de cesárea foi menor. O sofrimento foi menor e a gratidão das mulheres no momento tão importante da geração da vida foi melhor', comentou o ministro.

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A nova legislação define as atribuições das doulas ao longo da gestação, incluindo orientação baseada em evidências científicas, apoio durante o trabalho de parto com técnicas de conforto e assistência no pós-parto e na amamentação.

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O projeto de lei também garante o direito de a gestante escolher ter uma doula presente em hospitais públicos e privados, sem substituir o acompanhante já previsto em lei.

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O texto estabelece requisitos para o exercício da profissão, como ensino médio e curso específico com carga mínima de 120 horas, além de permitir que profissionais com experiência comprovada anterior continuem atuando.

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A norma ainda proíbe doulas de realizarem procedimentos médicos ou de enfermagem, manusear equipamentos hospitalares, administrar medicamentos ou interferir nas decisões técnicas da equipe de saúde.

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Especialistas, como representantes da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), avaliam que a regulamentação ajuda a organizar melhor o trabalho dessas profissionais.

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“Não é exclusividade de nenhum profissional. Cada um tem uma função específica, e o importante é entender essas atribuições sem que um invada a área do outro”, disse Ricardo Porto Tedesco, membro da Comissão Nacional Especializada em Assistência ao Abortamento, Parto e Puerpério.

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Estudos internacionais citados no debate indicam que o acompanhamento contínuo por doulas está associado a redução no tempo de trabalho de parto, maior chance de parto vaginal espontâneo e melhor experiência materna durante esse processo.

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Embora a profissão esteja regulamentada, o desafio agora é a implementação prática, especialmente no sistema público. Representantes da categoria apontam que o foco será articular a criação de cargos e remuneração junto a estados e municípios.

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Além disso, durante a cerimônia, o governo também indicou que a regulamentação das parteiras tradicionais deve ser o próximo passo para fortalecer o nascimento humanizado no país.

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