Após mais de sete décadas sem registros científicos, a Hyptis argentea, considerada 'desaparecida', voltou a ser localizada no Cerrado goiano. O fato renovou o interesse pela pesquisa botânica em campo.
O último avistamento oficial datava de 1950, quando o pesquisador Amaro Macedo coletou exemplares em Jataí, Goiás. Recentemente, estudiosos da Universidade Estadual de Goiás localizaram novas populações nos municípios de Caçu e Mineiros, o que amplia a área de distribuição conhecida da espécie.
Pertencente à família da hortelã, a planta apresenta um aspecto prateado característico devido à cobertura acinzentada em seu caule e folhas. A redescoberta causou surpresa entre os estudiosos, pois indicou que a espécie ainda resiste em áreas preservadas do bioma.
Apesar do entusiasmo com a notícia, especialistas classificam o vegetal na categoria 'Em Perigo' em razão do avanço da agropecuária e do desmatamento regional. A expansão agropecuária, o avanço das monoculturas e o uso do fogo representam riscos diretos à sua sobrevivência.
Parte das populações conhecidas fica situada em uma área preservada no Sítio Ipê-Verde, que se tornou essencial para a proteção da espécie. A decisão da proprietária de manter a vegetação nativa demonstrou o papel fundamental de iniciativas locais na defesa da biodiversidade brasileira.