Baku, cidade onde foi disputada a terceira etapa da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica, é a capital do Azerbaijão e constitui o principal centro político, econômico e cultural do país, com posição estratégica entre o leste europeu e a Ásia Ocidental. Situada às margens do Mar Cáspio, a cidade conta com um dos maiores portos da região e desempenha papel essencial no comércio e na energia. A paisagem é marcada pelo contraste entre construções medievais e arranha-céus modernos.
A área histórica mais famosa é a Cidade Velha, conhecida como Icherisheher, um labirinto de ruelas protegido por muralhas que remontam ao século 12. Lá, os destaques vão para o Palácio dos Shirvanshahs, erguido no século 15, e a icônica Torre da Donzela ('Maiden Tower'), símbolo nacional cujas origens ainda são debatidas por historiadores. Esses monumentos históricos garantiram à região o reconhecimento como Patrimônio Mundial pela UNESCO.
O desenvolvimento moderno de Baku se intensificou no século 19 com a exploração do petróleo. Naquela época, a cidade se tornou um dos principais centros petrolíferos do mundo. Empresários europeus e russos investiram grandes recursos na região e ajudaram a transformar sua paisagem urbana.
O resultado foi o surgimento de casarões elegantes em estilo neoclássico e barroco, teatros, escolas e avenidas imponentes. Hoje em dia, o petróleo e o gás natural continuam essenciais para a economia local. Após décadas sob domínio soviético, o país recuperou a independência e utilizou a riqueza para remodelar sua aparência urbana.
O maior símbolo dessa modernidade são as Flame Towers, três arranha-céus cobertos por telas de LED que simulam chamas ondulantes durante a noite, em uma alusão direta à herança do Azerbaijão como a 'Terra do Fogo'.
Outro marco arquitetônico é o Centro Heydar Aliyev, obra da arquiteta Zaha Hadid, cujas formas fluidas e ausência de ângulos retos desafiam a percepção tradicional do espaço. O edifício tornou-se um dos maiores símbolos do urbanismo contemporâneo da cidade.
Baku também abriga importantes museus, galerias e centros culturais dedicados à história nacional. A culinária local combina influências turcas, persas e caucasianas, com pratos ricos em ervas e especiarias. Entre os mais tradicionais destacam-se o plov, os kebabs e diversos tipos de pães regionais.
Em Baku, o calçadão à beira-mar, o 'Boulevard de Baku', oferece quilômetros de jardins bem cuidados, museus e centros comerciais, sendo o local preferido para o lazer da população local. Além do Porto de Baku e das refinarias, o turismo e os eventos internacionais ganharam força nos últimos anos e passaram a contribuir na economia.
Além da Copa do Mundo de Ginástica Rítmica 2026, a cidade sediou, por exemplo, etapas importantes da Fórmula 1 Grande Prêmio do Azerbaijão em circuito urbano. O evento atrai visitantes de vários países e contribui para movimentar o turismo.
O clima em Baku é frequentemente marcado pelos ventos fortes, característica que originou seu nome persa 'Bad-kube', ou 'cidade onde o vento sopra'. Apesar do crescimento acelerado, a população da cidade tem como característica a hospitalidade calorosa, servindo chá como gesto de boas-vindas.
A população da cidade também reflete a diversidade cultural formada ao longo de séculos de intercâmbio comercial. Baku ocupou posição estratégica em antigos percursos da Rota da Seda, o que facilitou o encontro de mercadores, viajantes e intelectuais de diferentes regiões.