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Ministro do STF Flávio Dino propõe endurecer penas para crimes no Judiciário


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino declarou que considera necessário atualizar o Código Penal brasileiro para tornar mais rigorosas as punições aplicadas a crimes cometidos por integrantes do sistema de Justiça. Na avaliação do magistrado, a legislação atual precisa refletir com mais clareza a gravidade de condutas praticadas por profissionais que exercem funções essenciais à garantia da legalidade. Ao tratar do tema, Dino inclui um amplo conjunto de agentes, como juízes, p

Por Flipar
Reprodução do Instagram @flaviodino

O artigo vem na sequência de outra manifestação recente de Flávio Dino sobre o judiciário, na qual ele já havia defendido a revisão de competências do Supremo Tribunal Federal e de tribunais superiores. Entre os principais pontos sugeridos pelo ministro no artigo estão o aumento das penas, o afastamento imediato de funções e a ampliação da tipificação de condutas que configurem obstrução de Justiça. Ele propõe penas mais severas para crimes como peculato, concussão, corrupção passiva, prevaricaç

Reprodução do Flickr Lula Marques/ Agência Brasil

Outro ponto defendido por Dino é a adoção de regras que determinem o afastamento imediato do cargo assim que a denúncia for aceita pela Justiça. Em caso de condenação definitiva, a proposta prevê a perda automática da função, sem necessidade de etapas adicionais. Por fim, ele propõe a criminalização de atos que tenham como objetivo impedir, dificultar ou retaliar o andamento de processos e investigações. A ideia é que esse tipo de conduta seja punido independentemente de estar vinculado a organi

Reprodução do Instagram @flaviodino

Nascido em São Luís, capital do Maranhão, em 30 de abril de 1968, Flávio Dino é formado em Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), onde também atuou como professor. Desde cedo, ele se destacou pelo interesse em temas ligados à justiça social, à organização do Estado e ao funcionamento das instituições democráticas.

Reprodução do Instagram @flaviodino

Antes de ingressar na política, Dino teve uma carreira sólida no Judiciário. Tornou-se juiz federal em 1994, com apenas 26 anos. Durante cerca de 12 anos na magistratura, atuou em diferentes áreas, lidando com questões administrativas, constitucionais e penais, o que lhe proporcionou uma visão abrangente do sistema de Justiça.

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Nesse período, ele também foi juiz auxiliar no Supremo Tribunal Federal entre 2004 e 2006, no gabinete do então ministro Nelson Jobim, experiência que o aproximou das discussões mais complexas da Corte e ampliou sua atuação institucional.

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Sua transição para a vida política ocorreu em meados dos anos 2000, quando decidiu deixar a magistratura para disputar cargos eletivos. Em 2006, filiado ao PCdoB, foi eleito deputado federal pelo Maranhão, iniciando uma nova fase de sua trajetória. Posteriormente, também exerceu a presidência da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), durante o primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff, ampliando sua experiência na gestão pública.

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O ponto de virada mais significativo em sua carreira política veio em 2014, quando foi eleito governador do Maranhão. No cargo, que ocupou por dois mandatos consecutivos (2015–2022).

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Em 2022, foi eleito senador da República pelo PSB, mas acabou não permanecendo por muito tempo no cargo, pois foi convidado a assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública no início do terceiro mandato presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva em 2023.

Reprodução do Flickr Lula Marques/ Agência Brasil

À frente da pasta, enfrentou desafios complexos, incluindo a reorganização de políticas de segurança e o fortalecimento das instituições. Ainda em 2023, seu nome foi indicado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, sendo posteriormente aprovado pelo Senado Federal.

- Valter Campanato/Agência Brasil

Ao assumir como ministro da Corte, Dino retornou ao universo jurídico, agora em uma posição de grande relevância e responsabilidade, participando de julgamentos que impactam diretamente a vida política, econômica e social do país, como as condenações dos réus do 8 de Janeiro de 2023 e a suspensão das emendas positivas, o chamado “orçamento secreto”.

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Na vida pessoal, Flávio Dino foi casado com Deane Fonseca, com quem teve dois filhos. Um deles, Marcelo, morreu aos 13 anos, em fevereiro de 2012, após ser internado por uma crise de asma. Em 2025, o Hospital Santa Lúcia, em Brasília, foi condenado a indenizar Dino e Deane em R$ 1,2 milhão por negligência no atendimento ao adolescente. O ministro do STF tem mais três filhos, nascidos do casamento com Daniela Lima.

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