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‘Extremamente raro’: rubi de mais de 11 mil quilates é encontrado em tradicional região mineradora de Myanmar


Um enorme rubi de aproximadamente 11 mil quilates — equivalente a cerca de 2,2 quilos — foi descoberto em Myanmar, país conhecido por abrigar algumas das jazidas de pedras preciosas mais valiosas do planeta. A gema apareceu na região de Mogok, área tradicionalmente ligada à mineração de rubis de alta qualidade, especialmente pela tonalidade conhecida como “sangue de pombo”,. De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Informação birmanês, a pedra possui coloração vermelho-púrpura int

Por Flipar
Wikimedia Commons/W.carter

O tamanho da gema também impressionou especialistas e autoridades locais, que classificaram a descoberta como rara e excepcional. Embora o governo não tenha divulgado uma avaliação oficial, há expectativa de que o rubi possa alcançar valor superior ao de outras pedras históricas encontradas na mesma região. Um dos exemplos mais conhecidos é um rubi de 21.450 quilates localizado em Mogok em 1996.

Wikimedia Commons/Robert M. Lavinsky

A região de Mogok, situada no centro do país, tem uma longa tradição na extração de pedras preciosas e concentra algumas das minas mais famosas do mundo. Ao longo das últimas décadas, o local registrou diversas descobertas importantes, incluindo um rubi de 496 quilates encontrado em 1990 e outra gema de 2.789 quilates localizada em 2022. Em 2015, um rubi birmanês de 25,59 quilates foi arrematado por mais de US$ 30 milhões em um leilão da Sotheby’s, em Genebra, um dos maiores valores já pagos por

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A história da mineração em Mogok atravessa séculos e envolve antigos reinos birmaneses, comerciantes asiáticos e exploradores europeus que ficavam fascinados pela intensidade das gemas encontradas ali. O solo rico em minerais favoreceu a formação dos rubis com coloração vermelha intensa, tonalidade que elevou a reputação do local ao mais alto nível entre colecionadores e joalheiros.

Wikimedia Commons/UThetOo

As minas da região se espalham por vales, encostas e cavernas escavadas manualmente ao longo das décadas. Muitos trabalhadores locais dependem diretamente da extração de pedras preciosas para sobreviver. Além dos rubis, Mogok também abriga jazidas de safiras, espinélios e outras gemas valiosas, mas nenhuma delas alcançou a fama internacional dos rubis birmaneses.

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Durante o período colonial britânico, empresas estrangeiras passaram a explorar parte das minas de forma mais industrializada, o que ampliou a exportação das pedras para mercados da Europa e da Ásia. Desde então, o nome de Mogok passou a aparecer em leilões de joias históricas e em coleções de famílias reais.

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O acesso ao local foi difícil durante muito tempo, o que ajudou a manter um ar de mistério sobre suas minas e tradições. Nas ruas de Mogok, é comum encontrar feiras onde negociantes avaliam cristais brutos e lapidários mostram seu talento artesanal.

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Os rubis encontrados na região se destacam não apenas pela cor, mas também pela pureza e pela capacidade de refletir luz com intensidade impressionante. Especialistas afirmam que a composição geológica local oferece condições raras para a formação dessas características.

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Em muitos casos, pequenas imperfeições internas servem como assinatura natural das gemas, elemento importante para confirmar autenticidade e origem. Apesar da fama e da riqueza mineral, a região enfrenta desafios econômicos e sociais. A mineração informal continua presente em várias áreas, muitas vezes em condições difíceis de trabalho.

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Questões políticas e conflitos internos em Myanmar também afetaram o comércio de pedras preciosas ao longo dos anos, incluindo restrições internacionais impostas ao setor mineral do país. Ainda assim, para muitos especialistas em gemologia, nenhuma outra localidade conseguiu igualar completamente a combinação de cor, brilho e prestígio associada aos rubis birmaneses.

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Para além do brilho das pedras preciosas, Mogok é um mosaico cultural e geográfico. A cidade fica localizada em uma área elevada, o que garante temperaturas mais amenas em comparação com outras regiões de Myanmar. Além disso, a umidade constante favorece uma vegetação exuberante, com florestas densas que abrigam espécies raras de orquídeas e uma fauna diversificada.

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As estradas sinuosas que levam até Mogok atravessam montanhas e vales isolados, fator que contribuiu para o desenvolvimento de uma cultura bastante própria ao longo dos séculos. Outro aspecto marcante envolve a arquitetura simples das casas locais, muitas construídas em madeira e adaptadas ao relevo acidentado.

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