Entre os materiais mais comentados estão registros das missões Apollo 11 Moon Landing, Apollo 12 Mission e Apollo 17 Mission. Astronautas descreveram luzes, partículas e fenômenos luminosos observados durante as viagens à Lua. Buzz Aldrin relatou ter visto uma forte fonte de luz durante a missão histórica de 1969: 'Observei o que parecia ser uma fonte de luz bastante brilhante, que atribuímos provisoriamente a um possível laser'.
O comandante Eugene Cernan também relatou luzes intensas e rastros luminosos observados durante momentos de dificuldade para dormir dentro da espaçonave. Segundo os documentos, ele descreveu clarões semelhantes à luz de um 'farol de trem' e afirmou ter visto fenômenos rotativos e intermitentes que pareciam objetos físicos no espaço, e não apenas efeitos ópticos. Um dos astronautas chegou a fotografar três pontos luminosos que chamaram atenção pela intensidade e formato triangular.
O piloto Alan Bean afirmou ter observado flashes e partículas aparentemente 'escapando da superfície lunar'. Já integrantes da Apollo 17 compararam as luzes vistas no espaço a “fogos de artifício”, embora tenham admitido a possibilidade de reflexos em fragmentos de gelo. 'É como o 4 de julho lá fora!', relatou o astronauta Jack Schmitt.
Outro documento traz gravações da missão Gemini 7, nas quais o astronauta Frank Borman descreve ao centro de controle um objeto não identificado próximo à espaçonave. Há ainda dezenas de relatos civis produzidos ao longo dos anos, incluindo depoimentos de pessoas que afirmam ter visto objetos metálicos pairando no céu, luzes intensas e estruturas circulares surgindo do solo.
Os arquivos também incluem vídeos captados por militares americanos no Iraque, na Síria e nos Emirados Árabes Unidos em 2022. Objetos avistados foram classificados pelo Pentágono como “Fenômenos Anômalos Não Identificados” (UAPs). Em um dos registros, um objeto oval cruza rapidamente o céu, embora um relatório associado sugira a hipótese de um possível míssil.
A divulgação ocorre em meio ao aumento do interesse público sobre o tema nos Estados Unidos. Nos últimos anos, o Congresso americano realizou audiências sobre OVNIs pela primeira vez em meio século, enquanto políticos de diferentes partidos passaram a cobrar maior transparência do governo.
O ex-presidente Barack Obama também ajudou a alimentar a discussão ao afirmar, em entrevista recente, que considera alta a possibilidade estatística de existência de vida extraterrestre, embora tenha ressaltado nunca ter visto provas concretas durante seu mandato.
Apesar da repercussão, os documentos não apresentam evidências definitivas sobre alienígenas ou contato extraterrestre. Ainda assim, o material representa um raro reconhecimento oficial de que o governo americano investigou durante décadas ocorrências consideradas inexplicáveis.
Para pesquisadores e entusiastas da ufologia, a abertura dos arquivos simboliza mais um passo em direção à transparência, mesmo que muitas perguntas continuem sem resposta. 'Não acho que estejam tentando esconder nada, mas as informações que estão divulgando são coisas que já sabemos há muito tempo', disse John Erik Ege, entusiasta do assunto.
'Os materiais arquivados se referem a casos não resolvidos, o que significa que o governo não é capaz de determinar de forma definitiva a natureza dos fenômenos observados [...] O Departamento de Guerra incentiva a aplicação de análises, informações e expertise do setor privado, e continuará a produzir relatórios separados sobre casos de UAP resolvidos', declarou em nota o Departamento de Guerra dos Estados Unidos.
Em fevereiro, Donal Trump havia ordenado a divulgação de arquivos do governo dos sobre 'vida alienígena e extraterrestre, fenômenos aéreos não identificados (UAPs) e objetos voadores não identificados (OVNIs)'. 'É hora do povo americano ver por si mesmo', afirmou o órgão federal estadunidense.