O 'Juízo Final' foi criado na parede do altar da Capela Sistina, espaço sagrado onde os papas são escolhidos durante o conclave e que fica no Vaticano, entre 1535 e 1541. Considerado um dos grandes marcos da cultura ocidental, o afresco tem dimensões de 13,7m por 12,2m e apresenta uma visão apoteótica da justiça divina, com Cristo ao centro, rodeado por eleitos e condenados, mortos que ressuscitam e anjos a tocar trombetas.
Michelangelo Buonarroti, nascido em 6 de março de 1475 em Caprese e falecido em Roma em 18 de fevereiro de 1564, aos 88 anos, deixou um legado artístico incomparável. Seu túmulo, projetado por Giorgio Vasari, pode ser visitado na Igreja de Santa Croce, em Florença. A seguir, veja outras obras famosas de Michelangelo.
Pietà - Concluída em 1499, essa escultura de mármore representa Maria, mãe de Jesus, com o filho morto nos braços. Com 1,74 metro por 1,95 metro, está entre as mais visitadas do Vaticano e, desde que sofreu um ataque em 1972, encontra-se protegida por vidro à prova de bala. É a única obra de Michelangelo que leva a assinatura do autor
Pietà Rondanini - Nessa escultura de mármore, Michelangelo retorna ao tema de Maria diante da morte de Jesus Cristo. Trabalhada por volta da década de 1550 até os seus últimos dias de vida, em 1564, essa obra ficou inacabada e pode ser vista no Castelo Sforzesco, em Milão.
Afrescos do Teto da Capela Sistina - Considerado um dos conjuntos mais extraordinários da história da arte, os afrescos do teto da Capela Sistina foram exibidos publicamente pela primeira vez em 1512. Entre as cenas retratadas, a Criação de Adão, de 1511, é uma das imagens mais reproduzidas e imitadas do mundo: Deus e Adão com os dedos quase se tocando, em um gesto de delicadeza e poder que condensa toda a grandiosidade do Renascimento.
Estátua de David - Esculpida em mármore branco, com 5,17 metros de altura, foi exibida pela primeira vez em frente ao Palazzo della Signoria, sede do governo da cidade, em 1504. A obra representa o herói bíblico no momento anterior ao combate contra Golias, com uma tensão e perfeição que ainda hoje surpreendem especialistas e visitantes. A estátua de David está exposta na Galeria da Academia, em Florença, e é um dos monumentos mais visitados do mundo.
Moisés - Esculpida entre 1513 e 1515 para ornar o túmulo do Papa Júlio II, a estátua de Moisés tem uma veracidade tão impressionante que, ao finalizá-la, conta-se que Michelangelo exclamou: 'Por que não falas?'. E um detalhe...Uma radiação que sai da testa de Moisés foi traduzida como 'chifre' em escritos antigos, gerando polêmica. Mas trata-se, na verdade, de uma representação da luz divina que emana do patriarca venerado pelo Cristianismo, pelo Judaísmo e pelo Islamismo. A escultura pode ser
Madonna de Bruges - Esculpida entre 1501 e 1504, a Madonna de Bruges retrata Nossa Senhora com o menino Jesus, que está de pé, e não nos braços da mãe, diferentemente do padrão. É a única obra de Michelangelo que saiu da Itália, já que foi adquirida por comerciantes de Bruges, na Bélgica, daí o nome. A escultura está guardada na Igreja de Nossa Senhora, a principal da cidade, onde permanece até hoje como um dos tesouros artísticos da Europa.
Túmulo dos Medici - Os Medici foram os grandes mecenas de Michelangelo, e o túmulo da família, localizado na Sacristia Nova da Basílica de San Lorenzo, em Florença, reúne algumas de suas esculturas mais sofisticadas, como as figuras alegóricas do Dia, da Noite, da Aurora e do Crepúsculo. O conjunto é uma das principais atrações de Florença, capital da Toscana, e um destino obrigatório para quem se interessa pela arte do Renascimento.
Cúpula da Basílica de São Pedro - O talento de Michelangelo não se limitava à esculturas e à arte. Em 1547, ele assumiu o posto de arquiteto oficial do Vaticano e projetou a imponente cúpula da Basílica de São Pedro, a estrutura, que se eleva acima do altar. Michelangelo não a viu pronta, já que ele morreu antes da obra ser concluída, mas o projeto original seguiu fielmente sua visão.
Piazza del Campidoglio - Como arquiteto, Michelangelo projetou a Piazza del Campidoglio, uma das praças mais importantes de Roma, bem como todos os palácios ao seu redor e o pódio central onde se ergue a estátua equestre de Marco Aurélio. O projeto foi encomendado pelo Papa Paulo III e buscava resgatar a grandiosidade do Capitólio, o coração cívico e religioso da Roma Antiga.