A origem do palácio remonta a 1703, quando foi construída uma grande casa para o duque de Buckingham no local que antes fazia parte de uma área conhecida como Buckingham House. Em 1762, o rei George III comprou a propriedade para sua esposa, a rainha Charlotte, que passou a utilizá-la como residência privada.
A transformação da casa em um grande palácio ocorreu durante o reinado de George IV, no início do século 19, com projetos dos arquitetos John Nash e Edward Blore. A construção ganhou sua famosa fachada principal voltada para o Mall e recebeu novos ambientes, alas e espaços destinados a cerimônias oficiais.
Em 1837, com a ascensão da rainha Victoria, Buckingham se tornou a residência oficial do soberano britânico em Londres, função que mantém até hoje. O complexo possui 775 cômodos, entre quartos, escritórios, salas de Estado e espaços destinados a funcionários.
Entre os ambientes mais conhecidos estão a Sala do Trono, a Sala de Baile, a Galeria de Imagens e a Grande Sala de Recepção. O palácio também abriga uma das maiores coleções de arte associadas à Coroa, com obras de importantes artistas e objetos históricos. Na parte externa, há uma área de pouso de helicópteros, um lago e uma quadra de tênis.
Apesar de sua função oficial, Buckingham não é apenas um local de moradia, pois recebe reuniões, recepções, cerimônias e visitas de chefes de Estado. Uma das tradições mais conhecidas associadas ao edifício é a Troca da Guarda, cerimônia militar que atrai milhares de turistas e ocorre em horários específicos conforme a época do ano.
Outro destaque é a varanda central, de onde integrantes da família real costumam aparecer diante do público em ocasiões importantes, como celebrações nacionais e eventos ligados à monarquia. O palácio possui ainda mais de 1.000 árvores e 300 espécies de plantas silvestres que ocupam cerca de 17 hectares, formando o maior jardim particular de Londres.
Durante parte do ano, algumas áreas internas ficam abertas ao público, permitindo visitas aos chamados 'State Rooms', usados para compromissos oficiais e cerimônias. A abertura aos turistas ganhou força no século 20 e também ajuda a financiar a manutenção de propriedades reais.
Embora seja frequentemente associado à residência do rei, o monarca nem sempre permanece no palácio e utiliza outras propriedades reais de acordo com suas atividades oficiais e pessoais. A presença da bandeira sobre o edifício também possui significado tradicional: quando o soberano está no palácio, o Royal Standard é hasteado, enquanto a Union Jack aparece quando ele está ausente.