Originalmente, o doce era feito com uma mistura de mel, amêndoas, nozes e pão ralado. Assim, o nome vem do árabe 'al-hasú', que significa 'recheado', e 'al-fakhir', que quer dizer luxuoso.
O doce se espalhou pela Espanha e, com o tempo, passou por diversas adaptações, mas manteve a base de dois biscoitos unidos por um recheio.
Dessa forma, a palavra 'alfajor' foi documentada em dicionários espanhóis no século XIV, como uma variação da receita original.
Em sua história, o popular doce alfajor chegou à América Latina através da colonização e foi adaptado aos ingredientes locais.
Com a colonização espanhola na América no século XVI, o alfajor não demorou muito para chegar aos países hispânicos, incluindo a Argentina. Entretanto, o doce passou a contar com diversas versões, variando conforme cada região do continente.
Na Argentina, a versão com doce de leite se tornou a mais popular e um símbolo nacional, sendo produzida tanto artesanalmente quanto em escala industrial.
Por lá, o químico francês Dr. Augusto Chammas é considerado o pioneiro na produção em massa do doce, fundando a primeira fábrica em 1869, o que impulsionou sua popularidade no país.
O primeiro alfajor argentino, no entanto, foi o 'santafesino', criado em 1851, que possui três camadas de massa e cobertura de merengue.
Contudo, no Brasil, a produção industrial de doces tem uma história diferente, com a influência inicial dos portugueses e o desenvolvimento posterior de indústrias nacionais de alimentos.
Entre essas indústrias, estão as de leite condensado e chocolate em pó, que impulsionaram doces tipicamente brasileiros como o brigadeiro.
O alfajor Havanna vem da Argentina, onde a empresa foi fundada em 1947, em Mar del Plata. A marca é reconhecida mundialmente por exportar 10 milhões desses doces por ano.
O alfajor 'gramadense' não tem uma origem histórica em Gramado, mas sim uma apropriação e adaptação local do doce. A produção está ligada ao desenvolvimento da indústria de chocolate artesanal na cidade.