Em Minas Gerais, pesquisadores da Universidade Estadual de Montes Claros encontraram 113 exemplares nos municípios de São Francisco e São Romão, no rio São Francisco, a cerca de mil quilômetros do registro anterior mais próximo na bacia.
Como a erradicação completa é considerada improvável com as técnicas disponíveis, os pesquisadores defendem medidas preventivas, como a desinfecção de embarcações e equipamentos usados na pesca, além do controle sanitário de cargas de peixes utilizadas na piscicultura.
Introduzida na América do Sul em 1991, mais especificamente no estuário do rio da Prata, na Argentina, a espécie chegou ao Brasil no fim da década de 1990 e se dissemina por meio de larvas transportadas pela água, embarcações e equipamentos.
Pertencentes à classe dos bivalves, grupo que também inclui ostras, vieiras e amêijoas, os mexilhões possuem uma concha formada por duas partes articuladas, que protegem seu corpo macio contra predadores e condições ambientais adversas.
Sua alimentação ocorre por filtração: os mexilhões retiram da água partículas orgânicas, algas microscópicas e outros microrganismos. Essa característica contribui para a limpeza natural dos ambientes aquáticos, mas também pode favorecer o acúmulo de toxinas e contaminantes quando a água está poluída.
Na culinária, os mexilhões aparecem em receitas como ensopados, massas, risotos e pratos com frutos do mar, sobretudo em países europeus e regiões costeiras. Eles fornecem proteínas, vitamina B12, ferro, zinco e outros nutrientes importantes para o organismo.