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Feminicídio

Samambaia: mulher é assassinada a facadas pelo ex-companheiro

Antes de matar a ex-mulher, homem arrombou a casa dela e levou a filha de três anos à força. Menina de 12 anos presenciou a morte da mãe

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postado em 12/11/2016 09:21 / atualizado em 12/11/2016 17:08

Adriana Bernardes , Otávio Augusto

Facebook/Reprodução

Mais um caso de feminicídio no Distrito Federal. Tatiane Leal Ribeiro, 38, foi assassinada pelo ex-companheiro, Ronaldo Andrade Almeida, 36, em Samambaia, na madrugada deste sábado (12/11). Segundo informações da Polícia Civil, o crime aconteceu por volta das 3h30, quando Tatiane foi até a casa do ex para buscar a filha de 3 anos, levada por ele à força, no meio da madrugada. 

 

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De acordo com a Polícia Civil, por volta das 2h, Ronaldo foi até a casa de Tatiane, arrombou a porta, pegou a filha que o casal tem em comum e a levou para a casa dele, em Samambaia. A criança tem apenas 3 anos. Cerca de uma hora e meia mais tarde, Tatiane chegou na casa do ex com a filha de 12 anos, pedindo para Ronaldo devolver a filha mais nova. 

 

Neste momento, o homem teria aberto o portão. Quando Tatiane entrou, ele a esfaqueou. A menina de 12 anos presenciou a mãe ser morta e ainda tentou fazer Ronaldo parar. Depois de cometer o crime, o homem fugiu em um Renault/Fluence. 

 

Em 2013, Tatiane fez uma denúncia de Maria Penha. O caso é investigado pela 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia). Levantamento do Correio mostra que, até outubro, pelo menos 15 mulheres foram vítimas de feminicídio no Distrito Federal. 

 

"Família arrasada"

 

Familiares contaram ao Correio que durante os quatro anos de união de Tatiane e Ronaldo ele “batia muito nela”. Após a separação, quando “ela não aguentava mais” as agressões, ele ainda insistia para reatarem. “Ele ia na casa dela direto. Bebia muito e desconfiamos até que estava usando drogas”, contou uma prima. 

 

A filha mais velha de Tatiane, uma menina de 12 anos, que presenciou o ataque está sob controle de remédios. “Ela está dopada, fala que ele (Ronaldo) vai pagar por isso e que é um covarde. Muito difícil a família está arrasada”, completa.  

 

Repercussão

 

Nas redes sociais, familiares de Tatiane lamentaram a morte. Os parentes trocaram a foto de identificação por uma imagem com a palavra “luto”. Um irmão de Tatiane, Pedro Leal, escreveu uma mensagem se despedindo. “Vai com Deus irmã. Vai deixa muita saudades”, declarou. 

 

As publicações de Tatiane no Facebook mostram detalhes de sua rotina. Além de fotos com as filhas, ela divulgava momentos em família, como em almoços e passeios. Num post de dezembro de 2012 ela se declarou para o então marido. “Ronaldo você é o presente que Deus me deu”, publicou. 

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Sonia
Sonia - 12 de Novembro às 23:45
Só há um jeito de parar com isto. No caso de assassinatos assim, comprovado o envolvimento do suspeito ele não tem direito a fiança e tem que ser preso imediatamente sem direito a responder em liberdade. Só de ontem para hoje foram uns três a quatro casos divulgados.

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