DF ultrapassa a marca de 3 milhões de habitantes, segundo o IBGE

De acordo com os dados do instituto, o país já conta com mais de 207 milhões de habitantes, número superior aos 206 milhões registrados no ano passado

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postado em 30/08/2017 08:17 / atualizado em 30/08/2017 12:29

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

O Diário Oficial da União (DOU) traz nesta quarta-feira (30/8), as mais novas estimativas sobre a população brasileira feitas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Distrito Federal que, no ano passado, tinha 2,98 milhões de habitantes, agora tem mais de 3,039 milhões de pessoas. O país já conta com mais de 207 milhões de habitantes, número superior aos 206 milhões registrados no ano passado. Em 2015, a população somava 204 milhões de pessoas. O número atualizado neste ano é de 207.660.929 habitantes.

 

 

Uma reportagem feita pelo Correio em 1° de janeiro deste ano já mostrava que este ano iríamos ultrapassar a marca dos 3 milhões de habitantes. Dados do IBGE indicavam uma população estimada em 2.977.216 pessoas em 2016. Segundo a coordenadora dos Bancos de Leite da Secretaria de Saúde, Miriam Santos, no DF, nascem, em média, 3.200 bebês residentes por ano. Um cálculo rápido, seguindo essa previsão, revelava que, ao fim de 2017, a cidade teria mais de 3 milhões de habitantes. "A nossa cidade está envelhecendo, como todo país, e uma característica dessa criança que está nascendo agora é ter uma expectativa de vida de 100 anos", afirmou

Outros estados

 

O levantamento mostra que o Estado de São Paulo tem 45 milhões de habitantes, e o do Rio de Janeiro, 16,7 milhões. O município de São Paulo reúne 12,1 milhões de habitantes. Acre (829,6 mil), Amapá (797,7mil) e Roraima (522,6 mil) são os estados que registram população inferior a 1 milhão de habitantes. 

Municípios

 

Em 2017, pouco mais da metade da população brasileira (56,5% ou 117,2 milhões de habitantes) vive em apenas 5,6% dos municípios (310). Estes têm mais de 100 mil habitantes. As cidades com mais de 500 mil habitantes (42) concentram 30,2% da população do país (62,6 milhões de habitantes). A pesquisa revela, ainda, que a maior parte dos municípios brasileiros (68,3%) possui até 20 mil habitantes e abriga apenas 15,5% da população do país (32,2 milhões de habitantes).

 

O município de São Paulo continua sendo o mais populoso do país, com 12,1 milhões de habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro (6,5 milhões de habitantes), Brasília e Salvador (cerca de 3 milhões de habitantes cada). Dezessete cidades têm população superior a 1 milhão de pessoas, somando 45,5 milhões de habitantes ou 21,9% da população do Brasil. Serra da Saudade (MG) é o município de menor população, 812 habitantes, seguido de Borá (SP), com 839, e Araguainha (MT), com 931, os únicos no país com menos de mil habitantes em julho deste ano.

 

As estimativas populacionais municipais são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União no cálculo do Fundo de Participação dos Estados e Municípios e são referência para vários indicadores sociais, econômicos e demográficos.

 

O futuro próximo

CB/DA Press
A geração 3 milhões, retratada na reportagem que abriu o ano de 2017 no Correio, tende a ser centenária, saudável e com qualidade de vida. Nas palavras do sociólogo do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (UnB) Elimar Pinheiro do Nascimento, a população brasiliense terá, daqui em diante, como uma das principais preocupações o meio ambiente, principalmente por conta da crise hídrica que já afeta constantemente os moradores do DF. "Os volumes de recursos públicos vão diminuir. O peso da economia do Estado como é hoje não vai mais existir", disse à época.

 

O presidente da Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), Lucio Rennó, também acredita que os bebês de hoje vão precisar encontrar novas formas de trabalhar, de investir, de produzir renda e consumir. Para ele, a crise fiscal enfrentada pelos estados terá impacto direto no modo de vida das pessoas. "O peso do Estado, dos cargos públicos e da capacidade de compras e investimentos vai ser menor do que é hoje. Certamente, isso mudará. Com um agravante, a quantidade de servidores aposentados vivendo mais tempo será maior. Brasília vai precisar repensar."

 

O presidente da Codeplan também acredita que os bebês da geração 3 milhões terão outras referências históricas, além das que edificaram Brasília. "Quem nasceu aqui tem um apego grande com a cidade. Algumas figuras vão continuar, mas ainda é preciso construir ou reconstruir outras. Haverá um legado dessa geração nascida em Brasília e que agora está chegando num ponto da vida que consegue trabalhar de forma consciente e organizada", afirma Lucio Rennó. Cada vez mais, a capital será governada e construída por seus filhos. "Um processo diferente do que vivemos até agora. Temos aqui pessoas que adotaram Brasília, porque vieram atrás das oportunidades. Elas criaram outra relação", explica.


Com informações da Agência Brasil, Agência Estado e de Roberta Pinheiro (Esp. para o CB)

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