Justiça nega pedido de prisão preventiva de PM suspeito de matar vizinho

José Arimateia Costa, 58 anos, ainda está foragido. A 26ª Delegacia de Polícia investiga o caso

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postado em 08/09/2017 14:01 / atualizado em 08/09/2017 14:44

Arquivo Pessoal
 
 
A Justiça negou o pedido de prisão preventiva do policial militar José Arimateia Costa, 58 anos. Ele é suspeito de matar a tiros um vizinho, Adilson Santana, 36, após uma discussão no início da noite de quinta-feira (7/9) em Samambaia. No entanto, o delegado resposável pelo caso, Fábio Michelan, da 26ª DP (Samambaia Norte), ainda tenta a determinação da prisão.
 
 
O argumento da Justiça para negar o pedido foi de que o caso não era urgente. Isso levou Michelan a emitir outro pedido e o levar pessoalmente até o Tribunal do Júri de Samambaia para agilizar o processo — pelas vias usuais, o documento só chegaria ao órgão na segunda-feira (11/9), via malote.
 
O delegado explica que a decretação de prisão preventiva é importante porque a expectativa é que o PM se apresente à polícia. "Como o pedido ainda não foi analisado, se o suspeito se apresentar agora na delegacia, não poderemos prendê-lo. Ele será solto, porque não está mais em situação de flagrante", afirmou.  
 
A investigação começou, com a oitiva de testemunhas, na mesma noite do crime. Falta ainda a conclusão das provas periciais. José Costa deve responder por homicídio qualificado por motivo fútil. Ele não tem ficha criminal, mas, se condenado, pode pegar até 30 anos de prisão.   

O caso

O desentendimento entre o autor e a vítima teria começado em um grupo de WhatsApp utilizado pelos moradores do prédio residencial onde moram, em Samambaia. Adilson morava em um apartamento acima do policial. Na conversa, José acusa a vítima de ter cuspiado na janela dele, o que levou à troca de ofensas (veja imagens no alto). A 26ª Delegacia de Polícia (Samambia Norte) investiga o caso.  
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Majela
Majela - 08 de Setembro às 16:09
A pessoa faz acusações falsas e ainda mata o vizinho. "Ótimo" exemplo para um policial militar "reformado"
 
Daniela
Daniela - 08 de Setembro às 14:49
Engraçado como o delegado está empenhado nisso. Ouvindo os áudios da brigam que percorrem a internet, está claro que foi legítima defesa e que o acusado está aguardando para se entregar quando passar a flagrância. Isto acontece todos os dias por meio da permissividade dos nossos códigos penais e de processo penal. Estranha a insistência do delegado em correr atrás, espero que faça isso com todos os casos. Não estou dizendo que matar foi o correto, mas sim dizendo que diante a resposta violenta, grosseira e hostil da vítima transformou o que era uma discussão besta neste fato lamentável. E que receber o vizinho a socos contribuiu para este triste final.