Expoentes da cena roqueira, Far From Alaska e Apanhador Só lançam discos

Far From Alaska e Apanhador Só comprovam que a nova safra do rock brasileiro se fortalece e tem público fiel. Novos discos das duas bandas estão disponíveis nas plataformas digitais

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 16/08/2017 06:00 / atualizado em 15/08/2017 17:54

Divulgação/Far From Alaska
 
Mesmo que mais distante dos holofotes de rádios e de grandes programas de tevê, o rock brasileiro continua produzindo. Diversa e independente, a cena brasileira do gênero se fortalece e conquista público fiel. Lançamentos da banda de Natal Far From Alaska e dos gaúchos do Apanhador Só são reflexo disso. Completamente diferentes, os dois grupos são exemplos da nova safra do rock brasileiro.
 
Uma banda de Natal com duas cantoras que toca um som pesado, em inglês e sem qualquer rastro de regionalismo, o Far From Alaska lança agora o segundo disco, Unlikely. Com o primeiro álbum, modeHuman, o grupo ganhou espaço na cena brasileira (além de respeito internacional) e criou uma base sólida de fãs do estilo da banda.

Cris Botarelli (synth, lap steel e voz) acredita que, mesmo sem a popularidade de antes, o público voltou a se interessar por apresentações de rock. “O que a gente tem percebido, em nossas viagens pelo Brasil, é que a galera está querendo de novo ir a shows de rock. A frequência nos shows está bem grande. Tem muitas bandas diferentes agora”, comenta.

A banda se apresentou recentemente em Brasília no festival CoMA. No show, o grupo tocou pela primeira o repertório do disco novo. Unlikely, segundo Cris, reflete mais diretamente a essência da banda, com pegada mais divertida e menos sisuda do que em modeHuman.

“Achamos o primeiro um pouco denso e sério, o que não reflete como a gente é. Somos mais ‘zoeiros’, de bom humor. Esse novo disco tem um senso de humor melhor, dizemos que ‘acordamos num dia bom’. Ele é mais divertido que o primeiro,” comenta.
 

 
Outra diferença em relação ao anterior é que, em Unlikely, o grupo experimenta mais e utiliza recursos novos. “Achamos que abrimos várias portas com esse disco, porque testamos coisas diferentes. As músicas, por exemplo, são bem diferentes entre si. Acho que as pessoas vão se surpreender”, acredita Cris.

Diferente, de novo

 
Outra banda de destaque no cenário contemporâneo do rock brasileiro, o Apanhador Só se reinventou em cada um dos três discos de estúdios da carreira. O primeiro, homônimo, era mais melodioso e pop, enquanto o segundo, Antes que tu conte outra, era mais pesado e agressivo (com timbres mais distorcidos e letras cheias de revolta).

O grupo, mais uma vez, se apresenta diferente no terceiro álbum, Meio que tudo é um. Incorporando ruídos e ambientações, coletados pela banda nas viagens, o novo álbum traz 15 faixas e tem cerca de 40 minutos de duração.
 
Se no disco anterior havia um tom mais combativo, a reflexão é centro em Meio que tudo é um. Ao comentar o disco na imprensa gaúcha, o vocalista Alexandre Kumpinski afirmou que, enquanto Antes que tu conte outra marcava um posicionamento, o novo álbum trata mais da construção das coisas em que a banda acredita.
 
Ouça:
 
 

Divulgação/Far From Alaska
Unlikely
Far From Alaska.
Selo Elemess, 12 faixas.
Disponível nas plataformas digitais.

Divulgação/Apanhador Só
Meio que tudo é um
Apanhador Só.
Independente, 15 faixas.
Disponível nas plataformas digitais. Download gratuito em apanhadorso.com.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal;
a responsabilidade é do autor da mensagem.