Alunos viram repórteres com vencedor de pequeno porte do prêmio Itaú-Unicef

Projeto aposta na comunicação para permitir que crianças e adolescentes exerçam a cidadania e se preparem para o mercado de trabalho

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 13/12/2017 11:51 / atualizado em 13/12/2017 12:51

ARQUIVO PESSOAL
 
 
É de Bragança, no Pará, o vencedor de pequeno porte do Prêmio Itaú-Unicef de 2017. Trata-se do projeto Aluno repórter - A imprensa na escola, fruto de parceria entre a Fundação Nossa Senhora do Rosário e a Escola Estadual de Ensino Fundamental do Rocha. No período do contraturno, alunos têm acesso a oficinas audiovisuais ministradas por profissionais da imprensa de forma voluntária. A partir disso, passam a produzir matérias televisivas e de rádio.

“Nosso projeto consiste em ensinar técnicas de rádio e televisão para que os estudantes possam se comunicar melhor. E se comunicando melhor, que eles possam escolher ser o que quiserem ser”, explica Diego Ribeiro, coordenador da ONG. Segundo ele, assim, os jovens passam a escrever e falar com mais propriedade, identificam os problemas ao seu redor e se tornam e agentes de transformação. “Isso causa um sentimento de pertencimento muito grande, além de orgulho, protagonismo”, diz. “É uma escola com dificuldades e, antes, os participantes se sentiam à margem da sociedade, agora tem esse sentimento de que alguém olha para o colégio e fala alguma coisa boa.”
 
Fundação Nossa Senhora do Rosário
 
 
O objetivo, como explica Roberto Amorim, radialista e professor da Escola Estadual do Rocha (onde o projeto é aplicado), é oportunizar, além do repasse de conhecimentos em comunicação, o pleno exercício da cidadania e a preparação para o mercado de trabalho. Entre os efeitos
práticos relatados em indicadores do projeto, estão diminuição da evasão e melhora do letramento dos estudantes. A proposta, em parceria com a ONG, surgiu em 2008. Ao longo dos anos, atendeu cerca de 1 mil alunos e, atualmente, beneficia 150 alunos da Escola do Rocha e outros 50 de outras unidades de ensino.
  
Essa unidade de ensino foi escolhida para a inscrição no prêmio, pela vulnerabilidade dos alunos. “Eu sabia que, se ganhássemos, muita coisa iria mudar ali. Na realidade de crianças, adolescentes e jovens lá onde a gente trabalha, há problemas gravíssimos que precisam de ajudas como esta do Prêmio Itaú-Unicef”, explica Roberto Amorim. “Seria muita pretensão dizer que eu já esperava esse prêmio diante de tantos projetos maravilhosos que existe no país. Entre os mais de 1.600 projetos, a gente tinha esperança”, conta.
 
Fundação Nossa Senhora do Rosário
 
 
*A jornalista viajou a convite da Fundação Itaú Social.