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Estado de Minas

Caixa substituirá temporariamente vice-presidentes afastados

Os afastados são alvo de investigação por suspeitas de corrupção na instituição. A nomeação tem validade inicial de 30 dias


postado em 17/01/2018 19:18


O presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi diz que a Caixa substituirá temporariamente os vice-presidentes afastados.(foto: Jose Cruz/Agencia Brasil)
O presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi diz que a Caixa substituirá temporariamente os vice-presidentes afastados. (foto: Jose Cruz/Agencia Brasil)
 
O presidente da Caixa Econômica Federal, Gilberto Occhi, anunciou em nota, que deve assinar ainda nesta quarta-feira (17/1) portaria com os nomes dos indicados para ocupar temporariamente as vagas dos quatro vice-presidentes do banco afastados terça-feira (16/1) pelo presidente Michel Temer. Os afastados são alvo de investigação por suspeitas de corrupção na instituição. A nomeação tem validade inicial de 30 dias.
 

Luiz Gustavo Silva Portela, diretor de Banco Corporativo, ocupará o posto de vice-presidente de Corporativo, substituindo Antônio Carlos Ferreira; Valter Gonçalves Nunes, diretor de Fundos de Governo, entra na Vice-Presidência de Fundos de Governo e Loterias no lugar de Deusdina Pereira.

O diretor de Clientes e Canais, Ademir Losekan, será designado para a Vice-Presidência de Clientes, Negócios e Transformação Digital, na vaga de José Henrique Marques da Cruz. Roberto Barros Barreto, responsável pela direção de Serviços de Governo, ocupará a Vice-Presidência de Governo com a saída de Roberto de Sant Anna.

Os oito vice-presidentes não afastados passarão por uma avaliação técnica conforme o estatuto da instituição. O anúncio foi feito pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, nesta terça (17). O ministro também informou que a decisão sobre a exoneração ou recondução dos vice-presidentes afastados é do Conselho de Administração da empresa.

Investigações


As suspeitas de corrupção na Caixa motivaram investigações do Ministério Público Federal (MPF), do Banco Central (BC) e da Polícia Federal (PF). O MP havia recomendado a Temer a exoneração de todos os 12 vice-presidentes. Inicialmente, o Palácio do Planalto rejeitou a medida. Depois da cobrança de procuradores, decidiu pelo afastamento de quatro vice-presidentes alegando que apenas estes estavam na mira das investigações.

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