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Correio Braziliense

Visitas a pacientes em hospitais são suspensas após greve de vigilantes

Decisão da Secretária de Saúde afeta hospitais públicos em todo o DF. Greve de vigilantes também afetou outros serviços como o de bancos e do INSS


postado em 01/03/2018 13:19 / atualizado em 01/03/2018 13:32

Acesso às portarias de hospitais ficarão restringidas: greve de vigilantes(foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Acesso às portarias de hospitais ficarão restringidas: greve de vigilantes (foto: Arthur Menescal/Esp. CB/D.A Press)
Por questões de segurança, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal decidiu suspender as visitas a pacientes internados em hospitais da rede pública após o início da greve de vigilantes. A decisão afeta as unidades de saúde de Ceilândia, Taguatinga, Samambaia, Região Leste (antigo Paranoá), Sobradinho, Planaltina, Asa Norte, Santa Maria e o Instituto Hospital de Base. Além disso, o acesso às portarias centrais foi restringido. A paralisação por tempo indeterminado foi decidida na noite dessa quarta-feira (28/2) durante assembleia.
 
O Sindicato dos vigilantes do Distrito Federal (Sindesv-DF), que representa cerca de 20 mil trabalhadores na capital, afirmou que a greve afetou o funcionamento de 98%  das agências bancárias da cidade, faz com que hospitais atendam apenas serviços considerados essenciais. Além desses setores, outros órgãos estão com 70% do efetivo afetado. A categoria reivindica reajuste de 7% dos salários, aumento do ticket alimentação e manutenção das cláusulas sociais, como seguro de vida e plano de saúde.
 
A Secretaria de Saúde informou que notificou as empresas para que garantam o percentual mínimo de 30% dos vigilantes nas unidades e hospitais. “Havendo necessidade, o diretores foram orientados a buscar reforço junto à Polícia Militar”, disse em nota. A suspensão das visitas será mantida até o fim do movimento grevista. Uma assembleia está prevista para hoje, às 19h30.

O deputado Chico Vigilante  (PT-DF), um dos diretores do sindicato da categoria no Distrito Federal, afirmou em entrevista à Revista Brasil, da EBC, que, mesmo sem um acordo entre as partes, poderá haver uma audiência pública no Ministério Público do Trabalho para discutir soluções. "Não queremos que a população não seja atendida, mas este é o último recurso", afirmou.
 

Escolas abrem sem vigilantes

A Secretaria de Educação afirmou que não foi informada sobre a paralisação.  Mas, de acordo com o sindicato dos vigilantes, as escolas abrirão mesmo sem o efetivo. A Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag) afirmou que a paralisação dos vigilantes ocorre por falta de acordo entre os trabalhadores e as empresas, e que não envolve os contratos com o GDF. No entanto, a pasta explicou que, como os contratos geridos pela pasta envolvem proteção ao patrimônio público do DF, as empresas já foram notificadas para normalizar a prestação dos serviços e garantir a segurança das pessoas e do patrimônio. "As unidades também foram orientadas a, se possível, diminuir a entrada de visitantes externos e algumas permanecerem fechadas", disse em nota.

Pessoas em fila aguardando atendimento no INSS: atraso na abertura do posto(foto: Arquivo Pessoal)
Pessoas em fila aguardando atendimento no INSS: atraso na abertura do posto (foto: Arquivo Pessoal)

Fila no INSS da 502 Sul

Pela manhã, uma longa fila se formou em frente ao posto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) na 502 Sul, após um atraso na abertura do local por conta da ausência de vigilantes. Idosos e pessoas com necessidades especiais, como cadeirantes, passaram quase duas horas aguardando a agência abrir. Em nota, a assessoria de imprensa do INSS disse que o local só pode abrir com a presença de vigilantes. O problema, de acordo com o órgão, foi resolvido cerca de uma hora depois.

Das 20 agências do INSS no DF e na região do Entorno, duas apresentaram problemas por conta da greve. Em Planaltina, a agência chegou a abrir, mas teve de ser fechada após os seguranças abandonarem o posto. Apenas os clientes que já estavam no interior da agência foram atendidos. O INSS ainda está fazendo um levantamento sobre as demais unidades.

* Estagiário sob supervisão de Jacqueline Saraiva 

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