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Correio Braziliense

MP ouve mais três acusados de desviar dinheiro da Igreja Católica

A previsão é que os depoimentos de todos os envolvidos sejam colhidos até sexta-feira (23/3). Hoje, depõem dois padres e o secretário da Cúria


postado em 21/03/2018 12:05 / atualizado em 21/03/2018 12:08

Os envolvidos no esquema são acusados de terem desviado pelo menos R$ 2 milhões de paróquias da região(foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)
Os envolvidos no esquema são acusados de terem desviado pelo menos R$ 2 milhões de paróquias da região (foto: Minervino Junior/CB/D.A Press)

Promotores do Ministério Público de Goiás (MPGO) continua, nesta quarta-feira (21/3), a ouvir os acusados na Operação Caifás, que prendeu líderes religiosos do Entorno acusados de desviar dinheiro da Igreja Católica. A intenção é colher o depoimento dos padres Mário Vieira de Brito e Moacyr Santana, além de ouvir o secretário da Cúria da região, Guilherme Frederico Magalhães.
 
A sessão começou por volta das 8h. Na tarde de terça-feira (20/3), os promotores escutaram três suspeitos: o padre Waldoson José de Melo e os empresários, apontados como laranjas do esquema, Pedro Henrique Costa Augusto e Antônio Rubens Ferreira.  
 
Os outros presos, temporariamente, são: o bispo da região, dom José Ronaldo Ribeiro — também responsável por outras 33 paróquias; o monsenhor e vigário-geral da Diocese da cidade, Epitácio Cardozo Pereira; e o padre e juiz eclesiástico Thiago Wenceslau. Todos devem ser ouvidos até o fim desta semana.

 
Esquema de mais de R$ 2 milhões 

Os acusados são suspeitos de desviar mais de R$ 2 milhões dos cofres da Igreja. O dinheiro vinha de dízimos, doações, casamentos e eventos das paróquias. A suspeita é de que o crime tenha começado em 2015. As investigações começaram em dezembro de 2017. Com o montante, os acusados teriam adquirido uma casa lotérica, uma fazenda, computadores, carros, relógios de marca e outros artigos de luxo, além de juntarem dinheiro em espécie e em contas bancárias. 
 
O padre Moacyr é acusado de ter uma lotérica em Posse (GO), avaliada em R$ 500 mil. A loja estava no nome de dois laranjas, mas agentes da Polícia Civil de Goiás encontrou notas promissórias que indicam a participação do religioso na compra do estabelecimento, conforme noticiou, com exclusividade, o Correio. Os documentos no nome do padre foram encontrados na própria lotérica. 


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