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Correio Braziliense

Apartamento que pegou fogo na Asa Norte não tinha seguro

Família que morava no apartamento incendiado na segunda-feira (14/5) conta com a solidariedade de amigos e familiares


postado em 16/05/2018 18:05 / atualizado em 16/05/2018 18:35

Com as chamas, 18 cabos de sustenção do edifício se romperam, o que comprometeu a estrutura de toda a prumada(foto: Ana Rayssa/CB/D.A. Press)
Com as chamas, 18 cabos de sustenção do edifício se romperam, o que comprometeu a estrutura de toda a prumada (foto: Ana Rayssa/CB/D.A. Press)
Ainda muito abalados, os moradores do apartamento 603 do Bloco M da 110 Norte foram à quadra nesta quarta-feira (16/5). "Uma coisa foi o que aconteceu comigo até 12 e 13 de maio. A outra é o que vai acontecer a partir de agora. É um recomeço. Obstáculos existem para serem superados", reforçou o dono do imóvel atingido pelas chamas na segunda-feira (14), Adhemar Ribas.

A família não tinha seguro. "Hoje em dia, ninguém faz. Mas bens materiais a gente corre atrás. O mais importante é que não houve perda humana. Nós perdemos tudo, mas estamos recebendo muita solidariedade das pessoas", afirmou. 
 
Até a tarde dessa quarta, amigos e conhecidos tinham conseguido reunir mais de R$ 6 mil para a família em dinheiro. Amigos e conhecidos também organizam uma lista de compras para ajudar a família Ribas, que perdeu todas as roupas, todos os calçados e móveis. Entre a ajuda, há de aquisição de lâmpadas a roupas de cama. A expectativa é fazer a doação dos produtos em 31 de agosto. A ação é encabeçada por amigos dos filhos de Adhemar: uma psicóloga e outro advogado.
 
"Está tudo acabado. Reuni forças para ver o que ia encontrar lá em cima, mas, principalmente, estávamos preocupados com o apartamento ao lado que também foi atingido pelas chamas. Minha mãe está em estado de choque", complementou a mulher de Ribas que não se identificou.

O prédio em que o acidente aconteceu é segurado. Segundo o condomínio, a seguradora aguarda o escoramento dos andares atingidos para fazer a avaliação. Com as chamas, 18 cabos de sustenção do edifício se romperam, o que comprometeu a estrutura de toda a prumada A, entrada para 24 apartamentos, ainda interditada. Ao todo, mais de 90 moradores estão desalojados.

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