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Correio Braziliense

Feminicídio na Asa Norte: acusado tem prisão preventiva decretada pelo TJ

Ranulfo do Carmo Filho não poderá manter contato com os dois filhos e deverá manter distância de até 500m deles. Decisão é da juíza do NAC, Flávia Pinheiro Brandão


postado em 29/01/2019 11:45 / atualizado em 29/01/2019 13:14

Audiência de Custódia de Ranulfo terminou no fim da manhã desta terça-feira (29/1)(foto: Vinícius Cardoso/Esp.CB/D.A Press)
Audiência de Custódia de Ranulfo terminou no fim da manhã desta terça-feira (29/1) (foto: Vinícius Cardoso/Esp.CB/D.A Press)
O acusado de matar a mulher e atirar contra o filho mais velho do casal, Ranulfo do Carmo Filho, teve a prisão em flagrante convertida para preventiva. A decisão é da juíza substituta do Núcleo de Atendimento de Custódia (NAC), Flávia Pinheiro Brandão Oliveira. A audiência de custódia do preso terminou por volta de 11h08 desta terça-feira (29/1). 

A magistrada também determinou a concessão de medida protetiva contra o filho atingido, Régis do Carmo Corrêa Maia, 46 anos, e contra a filha mais nova Rejane do Carmo, 42. Ranulfo está proibido de manter contato com familiares por qualquer meio de comunicação, deverá manter distância de até 500m deles e não pode deixar o Distrito Federal por mais de 30 dias.

Ele também não poderá mudar de endereço. Preso na carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE), ele será levado para o Presídio Provisório no Complexo Penitenciário da Papuda por matar a companheira, Diva Maria Maia da Silva, 69, a pelo menos cinco tiros, e ferir o filho do casal, Régis do Carmo Corrêa Maia, 46. 

Para a juíza, "o fato é grave e revela a elevada periculosidade do autuado, que demonstrou elevada frieza ao deixar o local dos fatos (sala do apartamento) e ir calmamente ao quarto para pegar o revólver. Além disso, depois de descarregar a arma contra seu filho e deixá-lo, conforme ele próprio disse, 'agonizando'".

no chão", voltou ao quarto para recarregar o revólver e, desta vez, descarregar contra a sua esposa, vítima fatal. 
 
 

Espancamentos 

Vizinhos confirmam o histórico violento de Ranulfo. No entanto, ninguém nunca registrou uma ocorrência contra ele. "Quase todas as semanas, a Diva me ligava para comentar as agressões que sofria do Ranulfo. Ele a xingava e a espancava. Não era segredo para ninguém a maneira como ele a maltratava. Eu sempre a aconselhei a procurar ajuda ou a denunciá-lo, mas ela não conseguia sair dessa relação. Nunca procurou a polícia por medo de que ele a matasse", disse a analista ambiental e vizinha de Diva, Tânia Maria Ferreira, 55. 

"Diva teve uma vida muito sofrida por conta do Ranulfo. Ele a mantinha como uma escrava. Batia nela todos os dias. Isso não é de hoje. Ela apanhou a vida inteira. Essa era uma tragédia anunciada", relatou outra vizinha do casal, a administradora Tatiana Martinelli, 41. Apesar da violência, Diva era tida como uma pessoa extrovertida, companheira e vaidosa. "Ela tinha olhos azuis tão bonitos e um sorriso único. Onde ela chegava, deixava o ambiente mais feliz", observou Tânia Maria.  

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