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Correio Braziliense

Corpo de jovem sequestrada e morta é enterrado no cemitério de Planaltina

Paula Fernanda Barbosa Ferreira, 19 anos, morreu a tiros e facadas na última terça-feira (29/1). Suspeitos abandonaram o corpo em uma região de mata


postado em 02/02/2019 11:45 / atualizado em 02/02/2019 13:38

Amigos e familiares se despediram de Paula Fernanda Barbosa Ferreira, 19 anos(foto: Augusto Fernandes/Esp.CB/D.A Press)
Amigos e familiares se despediram de Paula Fernanda Barbosa Ferreira, 19 anos (foto: Augusto Fernandes/Esp.CB/D.A Press)
Paula Fernanda Barbosa Ferreira, 19 anos, assassinada em Planaltina na última terça-feira (29/1), foi enterrada na manhã deste sábado (2/2). A cerimônia reuniu parentes e amigos da vítima, que cobraram justiça ao crime que ainda não foi desvendado pela Polícia Civil. "Os monstros que fizeram isso têm que ir para a cadeia o mais rápido possível", protestou a mãe da jovem, a dona de casa Selma Barbosa, 48.

Paula Fernanda era casada e tinha um casal de filhos, de 1 e 4 anos. As crianças não compareceram ao enterro. O pai delas, no entanto, esteve no cemitério. Ele levou flores para se despedir da vítima e ajudou a carregar o caixão dela até o túmulo. Muito emocionado, o homem não quis conversar com a reportagem.

Irmão da jovem assassinada, Paulo Barbosa, 21, também não conteve as lágrimas. Aos prantos, ele precisou ser amparado pelas demais pessoas que foram ao sepultamento. "Não vai embora, irmã linda. Volta para mim", pediu. 

Amigos de Paula Fernanda lamentaram a perda da jovem. Uma adolescente de 15 anos, que preferiu não se identificar, disse que Paula Fernanda era como uma irmã. "Conversávamos todos os dias. Ela sempre estava alegre. Fazer os outros feliz era o que ela mais gostava. Não acredito que, a partir de agora, não poderei mais conviver ao lado dela", lamentou.

Pai da vítima, o pedreiro José Paulo Ferreira, 63, disse que a ficha ainda não caiu. "Vai demorar até que a gente aceite isso. É difícil acreditar. O que aconteceu foi uma crueldade, e não tem explicação. Ela não merecia isso", desabafou. "Espero que a polícia conclua as investigações o quanto antes. Essa tragédia não pode cair no esquecimento", acrescentou.

Polícia trata crime como homicídio 

Até o momento, ninguém está preso. No dia da morte de Paula Fernanda, uma mulher de 22 anos e um homem de 18 foram detidos pelos policiais, mas liberados por falta de provas. A princípio, a polícia trata o crime como homicídio, mas não descarta as hipóteses de feminicídio e latrocínio. A 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) está a cargo das investigações. 

A polícia ainda não descobriu a motivação do assassinato. Mas de acordo com Selma, Paula Fernanda sofria constantes ameaças da ex-mulher do marido dela pelas redes sociais. “Ela recebia muitas mensagens ruins, principalmente de que seria morta a qualquer momento. Foi um crime de puro ódio. Só espero que a justiça seja feita o mais rápido possível. O que aconteceu foi uma crueldade."

Procurada pela reportagem, a Divisão de Comunicação da Polícia Civil informou que a delegacia segue imbuída na resolução do crime e que só irá se manifestar ao final das investigações.

Relembre o caso 

De acordo com familiares da jovem, ela foi sequestrada na noite de segunda-feira (28/1). Paula Fernanda estava em casa, em Planaltina de Goiás, quando dois homens e uma mulher apareceram na residência e anunciaram um assalto. Os criminosos trancaram os pais e os filhos dela em um banheiro, roubaram dois celulares da família e fugiram em um carro, levando Paula Fernanda. “Eu implorei para que eles levassem apenas os celulares e que nos deixassem em paz. Mas não escutaram. Sequestraram a minha filha e a mataram no dia seguinte”, lembrou a mãe da jovem.

Às 11h55 de terça-feira, militares do Corpo de Bombeiros encontraram o corpo de Paula Fernanda, próximo ao Córrego do Meio, na DF-330, área rural de Planaltina. Ela estava com perfurações no peito, pescoço e rosto. Paula Fernanda levou ao menos dois tiros na nuca e foi deixada em meio a uma pilha de pneus velhos. Os criminosos tentaram atear fogo no corpo, contudo, não conseguiram.

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