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Correio Braziliense

Empresária vítima de feminicídio é velada nesta quarta-feira, na Asa Sul

Fátima Lisboa, de 31 anos, foi assassinada no apartamento onde morava, no Núcleo Bandeirante


postado em 22/01/2020 16:45 / atualizado em 22/01/2020 16:47

Fátima Lisboa, 31 anos, foi morta a facadas(foto: Arquivo pessoal)
Fátima Lisboa, 31 anos, foi morta a facadas (foto: Arquivo pessoal)
Dezenas de familiares e amigos se reuniram na capela 4 do Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul, na tarde desta quarta-feira (22/1), para o velório de Fátima Lisboa, 31 anos. A empresária foi encontrada morta, no apartamento onde morava, no Núcleo Bandeirante, na manhã de terça-feira (21/1). Ela levou golpes de faca no pescoço, braço e peito.

Fátima tinha acabado de se mudar para o local, após se separar, recentemente, do companheiro Atevaldo Sobral Santos, 48 anos. A empresária foi morta entre as 11h45 e as 12h45 de segunda-feira (20/1).

A cerimônia de despedida foi marcada pela comoção. Prima da vítima, Alenice Bispo recebeu a notícia da morte com tristeza e surpresa. No entanto, segundo ela, Atevaldo já despertava suspeitas da família. “A gente se comunicava, praticamente, todo fim de semana. Ela conheceu ele na internet. Não sabia, de fato, quem ele era. Ele sempre demonstrou ser uma pessoa tranquila e segura, mas que gostava de exibir muita coisa. Descobri algumas coisas dele e falei pra ela. Falei que ele não era a pessoa que demonstrava. E, de dezembro pra cá, fui colocando na cabeça dela pra se separar”, disse.

Ex-marido e pai de duas filhas de Fátima, o empresário Anderson da Silva Santos foi casado por seis anos com a vítima e não sabia de históricos de violência entre Atevaldo Sobral e ela. “É lamentável o que aconteceu com ela. A pessoa se sente no direito de tirar a vida do outro. Vai ser complicado cuidar das meninas sem a mãe. Ainda mais a minha de 12 anos, que está virando mocinha. Quando ela precisar da mãe dela, já não vai poder contar. É uma perda muito grande”, afirmou. “Era uma mãe super dedicada e trabalhadora. Corria atrás das coisas dela é sempre almejava conseguir grandeza”, acrescentou.
 

Violência e assassinato 

Conforme apuração da 11ª Delegacia de Polícia (Núcleo Bandeirante), Atevaldo Sobral Santos, 48, suspeito de ter cometido o crime, já havia sido denunciado por violência doméstica (Lei Maria da Penha), no fim de 2014. A agressão foi cometida contra uma ex-esposa.
 
Depoimentos de testemunhas indicam que ele estava no apartamento de Fátima no momento em que ela foi morta. Em seguida, de acordo com as investigações, ele voltou, no próprio carro, ao Riacho Fundo 1, onde morava com Fátima há mais de um ano e foi até uma área verde próxima, onde foi encontrado enforcado, na segunda-feira (20/1). 
 
"Eles tiveram uma convivência por mais de um ano e, neste fim de semana, ela havia se mudado para o Núcleo Bandeirante. A apuração, nesse momento, é de que o ex-companheiro da vítima é o autor do crime e, em seguida, cometeu suicídio", afirmou o delegado responsável pelo caso, Rafael Ferreira Bernardino, em entrevista coletiva na manhã desta quarta-feira (22/1). 

Onde pedir ajuda

» Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência 
Presidência da República / Telefone: 180 (disque-denúncia);

» Centro de Atendimento à Mulher (Ceam) / De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h / Locais: 102 Sul (Estação do Metrô), Ceilândia e Planaltina;

» Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) / Entrequadra 204/205 Sul, Asa Sul / (61) 3207-6172;

» Disque 100 — Ministério dos Direitos Humanos / Telefone: 100;

» Programa de Prevenção à Violência Doméstica (Provid)  da Polícia Militar / (61) 3910-1349 ou (61) 3910-1350     

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