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Correio Braziliense

Cantoras do cenário pop brasileiro se destacam com discurso empoderado

A diversidade musical é outro ponto forte. Conheça os trabalhos de IZA, Jojo Todynho, Drik Barbosa, Anny Petti e Kell Smith


postado em 05/05/2018 07:34 / atualizado em 05/05/2018 10:25

O sucesso nacional de Jojo Todynho veio com o hit Que tiro foi esse(foto: Luiz Mario/Divulgação)
O sucesso nacional de Jojo Todynho veio com o hit Que tiro foi esse (foto: Luiz Mario/Divulgação)

 
Crias do novo momento da música nacional, elas estão dando os primeiros passos na carreira, têm um discurso empoderado, buscam inspiração nos temas atuais, são sucesso na internet onde acumulam milhões de visualizações e montam uma sonoridade diversificada que bebe da fonte de diferentes estilos musicais. Essas são as características das novas cantoras em destaque do cenário pop brasileiro. Conheça os trabalhos de IZA, Jojo Todynho, Kell Smith, Anny Petti e Drik Barbosa, nomes que prometem permanecer nos próximos anos nas paradas de sucesso.


Jojo Todynho

No ano passado, a cantora Jojo Maronttinni, popularmente conhecida como Jojo Todynho, se lançou no mundo da música com a faixa Sentada diferente e a aparição no clipe de Vai malandra, de Anitta. Mas o sucesso nacional veio com Que tiro foi esse. Lançada em dezembro, a faixa tem mais de 178 milhões de visualizações e serviu para lançar Jojo no cenário musical. “As pessoas desdenharam e desacreditaram muito de mim. E a cada dia eu me supero. É muito bom, porque a cada dia eu tenho a oportunidade de realizar mais sonhos”, conta Jojo. Depois de todo esse sucesso, a cantora tenta se manter no topo com o lançamento do single Vou com tudo, com produção do DJ Batata.
 
Divulgada em 20 de abril, a faixa fala sobre situações de falsidade entre amigas. “Vou com tudo mostra algo que acontece bastante: quando você menos espera, se decepciona com as pessoas”, explica. Apesar de mostrar uma rivalidade entre amigas, a canção mantém um discurso empoderado. “As mulheres são guerreiras e muitas vezes são os alicerces da própria casa. Eu mostro que elas precisam se amar e nunca deixar de ser quem elas são de verdade”, afirma. Como fez Anitta com o projeto Check mate, a estratégia para a carreira é investir em singles. “Estamos deixando fluir”, garante. Sobre o bom momento do funk, ela afirma: “Acho tão gostoso que as pessoas estão querendo quebrar esse padrão e aceitando o novo, porque o funk é uma forma de alegria”.


IZA
 
(foto: Perfexx/Divulgação)
(foto: Perfexx/Divulgação)
 

A cantora carioca IZA vive uma das melhores fases da carreira: com hits já consolidados nas paradas, aproveitando a boa repercussão do primeiro disco (o álbum Dona de mim), repleto de parcerias e confirmada como apresentadora do Música boa ao vivo, do Multishow. Tudo isso começou em 2017, quando divulgou a faixa Te pegar, seguida de Esse brilho é meu e Pesadão, com Marcelo Falcão.
 
Ao longo desse período, a cantora focou na produção do primeiro CD, que tem 14 músicas. “Eu queria muito ter certeza que o trabalho estava 100% do jeito que eu queria para poder mostrar para o mundo algo que fizesse sentido”, revela a cantora. Dona de mim coroa essa boa fase. É um disco que traz nomes como Rincon Sapiência, Thiaguinho, Carlinhos Brown, Ivete Sangalo, Gloria Groove e DJ Ruxell, ao mesmo tempo em  que revela as diferentes facetas da artista.
 
“Tentamos reunir todas as coisas que eu gosto de cantar. Tem muitos ritmos da black music que são muito verdadeiros e me emocionam. Tem samba, reggae, reggaeton, trap, blues, R&B e soul. Fico muito feliz de poder mostrar essa pluralidade”, conta. A faixa-título do disco, por exemplo, representa uma mulher forte e que sabe de si. “Fico muito feliz, porque eu sei muito bem a menina que eu fui e como isso era importante. Quando eu era mais nova, eu queria me ver nos lugares. Ser, talvez, essa porta para as meninas que estão correndo atrás dos seus sonhos me deixa muito feliz”, classifica.

  
Kell Smith
 
(foto: Perfexx/Divulgação)
(foto: Perfexx/Divulgação)
 
 
Num momento em que a música brasileira abraçava os discursos de positividade depois do hit Trem bala, de Ana Vilela, Kell Smith se lançou com Era uma vez. A música, que fala sobre as dificuldades em crescer e a nostalgia da infância (“um joelho ralado dói bem menos que um coração partido”), apresentou Kell para o Brasil e, claro, faz parte do repertório do primeiro álbum da carreira, Girassol, lançado no fim de abril. O CD traz uma influência de diferentes estilos musicais, como rap, reggae, MPB e gospel. “Como sei que ninguém é rock n’ roll e rap todo dia, uso o máximo de elementos para ser interessante”, explica.

Filha de pais pastores, desde os 12 anos ela cantava na igreja, mas conta que foi um disco de Elis Regina que a fez seguir o caminho. “Quando conheci a música de Elis, isso mudou minha vida, minha história”, conta. O início foi em bares, até que conseguiu encantar Rick Bonádio, que produziu Era uma vez e o disco Girassol, que tem ainda o hit Respeita as minas. “Eu só mostro uma música para um produtor se eu achar relevante. Quando falo de feminismo, falo pela necessidade de tocar no assunto. Enquanto as pessoas forem homofóbicas, tenho que falar disso. A música não é imparcial, eu não sou e nem acredito que deve ser”, explica Kell Smith.

Anny Petti
Antes de ser simplesmente Anny Petti, a cantora iniciou no mundo da música aos 8 anos em uma dupla infantil com a irmã, Isi & Livi. Na época, elas se tornaram famosas e se apresentaram em vários programas de tevê. Um problema familiar fez a dupla sair do cenário. Mas a sementinha musical já estava plantada em Anny. “Me formei na faculdade, trabalhei em empresas tradicionais, mas sempre estive no mundo da música de alguma forma. Sempre cantei, um dia de brincadeira gravei uma música e coloquei no YouTube. Sou aquela artista que foi redescoberta pelo YouTube”, lembra.

O primeiro hit de Anny foi a faixa Mais uma, gravada com Abuh, e que integra o primeiro EP da carreira, First. No mês passado, ela divulgou o segundo EP, Jogo proibido. Produzido por Umberto Tavares, nome por trás de sucessos de Anitta e Ludmilla, o álbum tem cinco faixas, entre elas, a título gravada com D’Black; Encosta, parceria com o duo Foreign; e o já sucesso Boom boom. “Nesse material eu quis trazer um pouco do reggaeton, do pop, do hip-hop para poder ficar a minha cara e também bastante comercial, com tudo que o povo brasileiro gosta. É uma mistureba de estilos”, define.

Drik Barbosa
A paulistana Drik Barbosa se lançou no mundo da música em 2016 com a faixa No corre, gravada com Deryck Cabrera e Sants. A partir daí divulgou singles, além de parcerias com outros artistas do cenário do rap, como Emicida e Rico Dalasam. “Eu já estava fazendo música há alguns anos, mas não tinha concretizado o meu trabalho com um EP ou um disco. Fui lançando disco, fazendo participações e colaborações. Já era o momento de lançar algo mais concreto”, analisa.  

Em março deste ano, divulgou nas plataformas digitais o EP Espelho, composto por cinco faixas, entre elas Melanina, gravada com Rincon Sapiência, e Espelho, com Stefanie. “O principal que eu queria passar era o que eu sou musicalmente, um pouco do lado pessoal, algo bem íntimo. Sou muito sincera e gosto de mostrar como realmente penso e vejo a vida, até por isso, que o álbum se chama Espelho”, explica.


DISCO

Dona de mim
De IZA. Warner Music, 14 faixas. Disponível nas plataformas digitais.

Espelho
De Drik Barbosa. Laboratório Fantasma, 5 faixas. Disponível nas plataformas digitais.

Girassol
De Kell Smith. Midas Music, 14 faixas. Disponível nas plataformas digitais.

Jogo proibido
De Anny Petti. Universal Music, 5 faixas. Disponível nas plataformas digitais.

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