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Correio Braziliense

Onyx também corrige Bolsonaro e diz que governo não mexerá no IR e no IOF

O ministro chefe da Casa Civil. Onyx Lorenzoni, disse que o presidente Jair Bolsonaro se 'equivocou' ao dizer que elevaria a alíquota o IOF e reduzir o IR máximo de 27,5% para 25%


postado em 04/01/2019 18:47 / atualizado em 04/01/2019 19:15

(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
(foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press)
O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse, nesta sexta-feira (4/1), que o governo não vai alterar a líquota máxima do Imposto de Renda (IR) nem elevar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Ele afirmou que o presidente Jair Bolsonaro se "equivocou" ao dizer que as medidas seriam tomadas, após evento de troca de comando da Aeronáutica.  

Ao falar com a imprensa, Bolsonaro chegou a dizer que o decreto com a elevação do IOF havia sido assinado por ele, acrescentando que tinha tomado a medida a contragosto, para cumprir compromissos com a Sudam e a Sudene, assumidos no fim do ano passado. 

"O presidente se equivocou. Ele assinou a continuidade do projeto da Sudam (Amazônia) e da Sudene (Nordeste)", corrigiu Lorenzoni, em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto. E acrescentou: "Vim esclarecer porque estava toda uma celeuma estabelecida no país sobre o medo do aumento de impostos. Não dá para, amanhã, o cidadão brasileiro que votou no Bosonaro acreditar nisso". 

Antes de Lorenzoni, Bolsonaro já havia sido corrigido pelo Secretário Especial da Receita, Márcio Cintra, que, ao deixar o Planalto, disse que a fala do presidente se devia provavelmente a "alguma confusão". "Ele não assinou nada. Ele sancionou o projeto de beneficio e assinou um decreto limitando o usufruto desse benefício à existência dos recursos orçamentários", explicou.  
 

Imposto de renda 

Quanto à redução do imposto de renda, também anunciada por Bolsonaro nesta manhã, o ministro da Casa Civil disse que a medida também não será tomada, apesar de ser um desejo do governo tornar a cobrança do IR mais equilibrada.  

"É evidente que precisamos ter um tratamento mais equânime. Trabalhamos com o conceito de dar tratamento mais equilibrado para a sociedade brasileira e vamos trabalhar (para isso), depois de feito o equilíbrio fiscal. "Quem faz todas essas contas é a equipe do Paulo Guedes", finalizou.

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