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''Pronunciamento sereno e firme'', diz Bolsonaro sobre discurso de Trump

Em live feita no início da tarde desta quarta-feira (8/1), no Palácio do Planalto, Bolsonaro assistiu ao discurso do presidente norte-americano

Ingrid Soares
postado em 08/01/2020 20:15

Em live feita no início da tarde desta quarta-feira (8/1), no Palácio do Planalto, Bolsonaro assistiu ao discurso do presidente norte-americanoO porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, afirmou, na tarde desta quarta-feira (8/1), que o presidente Jair Bolsonaro classificou o pronunciamento do líder americano, Donald Trump, como "sereno e firme".

"O presidente Bolsonaro entendeu o discurso de Trump como sendo um pronunciamento sereno e ao mesmo tempo firme, evitando ampliar a crise e defendendo os interesses dos EUA, o que seria natural a qualquer chefe de Estado", apontou.

Na tarde desta quarta-feira (8/1), o presidente dos Estados Unidos disse que o Irã parece estar recuando e prometeu novas sanções econômicas contra o país.

Ele comemorou a morte do general iraniano, Qasen Soleimani, a quem se referiu como "o maior terrorista do mundo" e disse que "enquanto for presidente dos Estados Unidos, o Irã nunca poderá ter arma nuclear". Trump também acusou o país de produzir armas nucleares para "ameaçar o mundo civilizado".

Em live feita no início da tarde desta quarta-feira (8/1), no Palácio do Planalto, Bolsonaro assistiu ao discurso do presidente norte-americano. No final, o chefe do Executivo brasileiro disse que "muitos acham que o governo deve se omitir diante dos acontecimentos", mas, em seguida, alfinetou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, indiretamente, o governo iraniano.

Pedido de explicações

Após a manifestação do Ministério das Relações Exteriores sobre o bombardeio dos Estados Unidos que vitimou o general iraniano Qassem Soleimani, o Ministério das Relações Exteriores do Irã convocou, na terça-feira (7/1), os representantes diplomáticos brasileiros em Teerã a comparecerem à chancelaria iraniana para explicar o teor da nota em que o governo brasileiro manifesta seu "apoio à luta contra o flagelo do terrorismo" e reitera que "essa luta requer a cooperação de toda a comunidade internacional sem que se busque qualquer justificativa ou relativização para o terrorismo".

Em nota, o Itamaraty informou que outros representantes de países que se manifestaram sobre os acontecimentos em Bagdá também foram convocados pela chancelaria iraniana, mas não informou quais. O Itamaraty também não revelou o teor da conversa e limitou-se a dizer que ocorreu com cordialidade. "A conversa, cujo teor é reservado, e não será comentado pelo Itamaraty, transcorreu com cordialidade, dentro da usual prática diplomática", concluiu o Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

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