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Correio Braziliense

Bolsonaro nega saída de Guedes: ''Continua conosco até o último dia''

Presidente disse não ter intenção de tirar Paulo Guedes da Economia, apesar de ministro poder cometer eventualmente "pequenos deslizes"


postado em 18/02/2020 17:56 / atualizado em 18/02/2020 18:19

(foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
(foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
O presidente Jair Bolsonaro negou a possibilidade de retirar do governo o ministro da Economia, Paulo Guedes, após as falas polêmicas sobre os impactos da alta do dólar e a postura "parasitária" dos servidores públicos. Bolsonaro disse ter certeza de que o chefe da equipe econômica "vai continuar conosco até nosso último dia", apesar de ter "problemas pontuais" e cometer "possíveis pequenos deslizes".

"Se o Paulo Guedes tem problemas pontuais, como todos nós temos, e ele sofre ataques, é muito mais pela sua competência do que por possíveis pequenos deslizes", disse o presidente, que lembrou já ter cometido "muitos (deslizes) no passado". A declaração foi feita nesta terça-feira (18/2), em cerimônia de transmissão de cargos dos ministros da Casa Civil, Walter Souza Braga Netto, e da Cidadania, Onyx Lorenzoni, no Palácio do Planalto.

Segundo o presidente, Guedes "não pediu para sair" do ministério. "Tenho certeza que, como um dos poucos que eu conheci antes das eleições, ele vai continuar conosco ate nosso último dia", reforçou o chefe do Executivo, seguido de aplausos. "Uma das coisas mais importantes que aconteceram desde o início do mandato foi a recuperação da confiança que o mundo não tinha conosco", ressaltou.

"Paulo Guedes não é militar, mas é ainda um jovem aluno do Colégio Militar de Belo Horizonte", disse Bolsonaro, em referência ao grande número de militares no governo, lista engrossada com a nomeação do general Braga Netto, na Casa Civil. Agora, todos os ministros com gabinete no Planalto são militares.

Guedes foi alvo de críticas


O presidente também se afastou, na última quinta-feira (13/2), da visão de Guedes quanto aos servidores. Depois da repercussão negativa das falas do ministro, Bolsonaro disse que "responde pelos próprios atos" e sugeriu que jornalistas tirassem satisfações "com quem falou isso".
 

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